Contos

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Inteligências Aliem

 

 

Prólogo

 

 

Nas geleiras do pólo sul da Antártica uma expedição chefiada pelo comandante Richard Byrd, se deslocava pelos ares com algumas centenas de aviões de caça em uma missão secreta que o chamaram de “Guerra dos Pingüins”. O comandante Byrd fora escolhido devido a sua larga experiência no pólo Norte, pois tinha formação geológica e o meio em que estavam seria o mesmo; desta forma estava preparado para enfrentar as geleiras da insólita Antártida, naquele ano de 1947; dois anos após térmico da segunda guerra mundial. Aquela era uma expedição altamente secreta; e o governo dos estados unidos, confidenciou aquela missão a ele, pois sabia de sua alta competência, que o fizeram nos períodos de guerra, contra as forças aliadas. Esta missão estava ligada, ao terceiro Reich. Acreditava que Hitler pudesse ter se isolado naquelas geleiras da Antártida, formando um “Quarto Reich”. Byrd acreditava naquela expedição, pois presenciou diversas vezes, algum tipo de força aliada, que desconhecia, durante os períodos em que esteve em combate de guerra. Estava disposto a destruir qualquer ameaça que colocasse o mundo em perigo novamente, pois as ameaças feitas pelo ditador nazista, ainda causavam certo temor. E, não seria tão facilmente vencido, conforme afirmava a agencia de notícias, “New York Time”, o deixavam seriamente abalado, e desde então passou a acreditar que existiam algumas verdades naquelas palavras. O presidente Americano Truman, tinha criado a CIA, inteligência de espionagens, com o propósito de descobrir alguns fatos que o levariam ao monstro, Hitler, e descobrisse que arma secreta ele tinha criado, durante a guerra. Mas, dois anos depois do incidente que chocou o mundo, não obtiveram pistas, suficiente, para levar ao quarto Reich.

 

Byrd estava satisfeito com aquele convite, especial, que o Presidente tinha feito, pois embora não parecesse, estava mesmo disposto a voltar ativo, depois que recebeu baixa, em 47; uns três meses depois de deixar os combates aéreos.  

 

 As frias geleiras começaram a apontar a uma milha, quando comunicou pelo rádio a estação central, de que já estavam chegando. Realizariam uma busca pelos ares, antes de pousarem em alguma parte do Pólo. Quando, sobrevoaram uma geleira ao leste, perdeu contato com a central pelo rádio. Comunicou ao caça, que estava ao seu lado, que deveria ter cruzado, alguma barreira de alta freqüência radioativa, pois perdera o radar completamente. Acenou, para o cargueiro que vinha atrás, e obteve informações que também tinha perdido a comunicação. Não restava dúvida que estava próximo ao alvo desejado, quando perderam total controle. Acenou para as caças, que teriam de pousar, pois estavam sem controle.

 

As fileiras de aviões de caça, que estavam à frente, começaram a dar a volta, para realizar o pouso, quando entravam no Pólo da Antártida. Porém, Byrd presenciou algo que o chocou profundamente. Uma descarga radioativa atingiu um a um dos aviões, quando viu as explosões de suas tropas, à frente, sendo esmagadas. Tentou comunicação pelo rádio, mas estavam mudos. Seus olhos estavam apavorados, e não deixavam escapar o grito de pânico, quando seus cargueiros estavam sendo destruídos diante de seus olhos, por algum tipo de onda eletromagnética. Conseguiu apenas dar a volta, e afastar-se daquele lugar, antes que também fosse destruído.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo I

 

 

 

João era conhecido como retratista, pois por onde quer que fosse, levava sempre a sua máquina de tirar retrato. Vivia na província de Santa Bárbara, 120 km do distrito de Cruz Alta. Mas tinha algo mais que um conhecimento fotográfico, na verdade tinha um profundo interesse pelos fenômenos ufológicos que intrigavam os céus de quase todos os lugares, naquele ano de 1949. Registrou algumas fotos interessantes, quando viajava para as localidades vizinhas, em suas idas e voltas para Porongos, e Saldanha Marinho. As estradas de chão e empoeiradas de Figueiras, 30 k, de santa Bárbara, eram escuras, quase que demonstrava um ar misterioso naquele solo, seco, onde fazia quase três meses que não chovia uma gota de água. O ar estava quente e o céu estrelado, embora a única luz que enxergava nas estreitas estradas de chão, era a luz fraca de sua lambreta, clareava poucos metros à frente. Tão logo avistou o clarão da cidade ao longo, percebeu que uma pequena bola de luz, se moveu com estrema velocidade, entre os milhares de estrelas que imóveis estavam nos céus. O olhar curioso de João percorreu o céu atentamente, observando que não se tratava de algum cometa ou balão; pois os movimentos eram extremamente rápidos. Pegou sua máquina fotográfica para registrar o fato curioso nos céus, então não mais os avistou. As bolas de fogo tinham desaparecidas.

 

Partiu em seguida, continuando sua viajem de volta para casa, quando inusitavelmente, percebe que uma reluzente luz forte, cruzou sua frente, como se fosse um zunido de um enxame de vespas. À frente, duas bolas vermelhas, reluziam pairando no espaço, poucos metros dele, que perdeu o equilíbrio da moto, e derrapou ao chão. Por sorte, estava com pouca velocidade, e não sofreu lesões. As luzes no céu, dançavam como vaga-lumes, em movimentos verticais, e horizontais, com velocidades estonteantes. Logo que retirou a máquina fotográfica da sacola, para fotografá-las, as bolas de fogo, imediatamente somem dos céus como um raio.

 

João estava assustado, pois não sabia ao certo o que significava aqueles focos luminosos, mas sabia que poderia ser um óvni. Tudo indicava que os objetos não poderiam ser de naturezas terrestres. Movimentava-se muito rápido, e o pouco que conhecia sobre as aeronaves da época, aqueles eram incomparáveis, mas não restavam dúvidas que se tratava de óvnis, mesmos. 

 

Em todo seu trajeto para casa, sentiu que estava sendo seguido pelos objetos voadores, mas não pode mais avista-los novamente.

 

O barulho da lambreta acordou o sono de Leon Locke, que adormeceu no colo de sua mãe, esperando pelo pai que demorava a chegar; desta forma, ele correu até a porta da casa, para ir ao seu encontro. Todos os dias, seu pai chegava entre 08h00min h, e desta vez já passava das 10h00min h., e estas horas, Locke estava pregado no sono. Mas, não desta vez. Ele correu para junto de seu pai, chamando-o quando este já entrava. João sabia que ele queria alguma coisa; sempre trazia, mas desta vez, não teve muita sorte nos negócios, e voltara de mãos vazias.

 

Dona Josefina serviu o jantar à mesa, quando os cachorros lá fora começaram a latir sem parar, e então João levantou-se da mesa, e pegou a sua espingarda, e saiu para fora. Sua mulher pegou o menino e segurou-o apertado em seus braços, temendo alguma coisa.

 

O quintal estava escuro como breu e bem poderia qualquer um esconder-se por entre os arvoredos, e João gritou chamando seu cachorro. Talvez algum vagabundo estivesse escondido por ali, e pensou em dar alguns tiros para cima, mas quando levanta a arma, percebe que algo passou como o vento por ele, emitindo um som. Eram eles, pensou. Os extraterrestres tinham seguido até aqui. Correu para dentro assustado, e trancou a porta. Mandou que sua mulher e filho fossem para o quarto e não saíssem de lá por nada deste mundo. Aterrorizado, sem saber o que estava acontecendo, dona Josefina e Leon Locke, correram para o quarto e se trancaram lá, sem hesitar, pois seu João estava muito nervoso. Pela fresta da porta os olhos curiosos do menino, podiam ver que seu pai andava de um lado para outro, espiando pelas frestas da casa, para ver se não via algo.

Locke curiosamente correu até a janela do quarto e se pos a espiar pelas frestas janela Uma luz, forte então partiu de fora para dentro por entre a porta, e logo uma tênue nuvem de luz materializou-se em três figuras estranhas, que flutuaram na varanda. O menino ficou assustado, e correu para os braços de sua mãe, com o que vira lá fora.

 

Alguém bateu em seguida na porta, chamando pelo nome de seu pai. Ele correu até a porta para avisá-lo de que não abrisse.

 

- Senhor João, Por favor, abra. Queremos falar-lhe.

Estranho quem poderia ser estas horas. Pensou João, abrindo a porta em seguida. Três figuras vestidas de preto estavam ali na varanda se sua casa, parado na porta. Eram extremamente altas, e quase não passavam pela porta. Deviam ter uns 2 m, pensou.

 

- O que desejam?

 

- Podemos entrar?

 

Disse o que estava à frente, sem demais rodeios como se fossem velhos conhecidos. Tinha aparência magra, e usava paletó inteiramente preto, e olhar voltado para baixo. O rosto magro, aparentando mais ou menos 50 anos, usava óculos escuros, e os três tinham cabelos brancos.

 

Depois que entraram os três gigantes, ficaram por alguns instantes em pé no meio da sala, observando cada canto, como se procurassem algo.

 

- Disseram que queriam falar comigo? Mas, não creio tê-los visto antes. São da capital?

 

- Não.

 

- Então, estão à procura de alguma fotografia? Talvez se me disserem de onde; talvez, eu possa lembrar-me. Eu ando meio esquecido, estes últimos dias. Perdoem-me, minha fraca memória.

 

- Na verdade, não estamos aqui para ver suas fotografias.

 

-Não...

 

-Estamos aqui, para levar o garoto.

 

Aquelas palavras frias e diretas pareceram cortar o coração de Josefina quando ouvira.

 

- O que? Vocês entram na minha casa, e dizem que vão levar meu filho? Quem pensa que são?

 

- Não se altere senhor João. È preciso que o menino venha até nós.

                                                             

-Mas, o que está acontecendo? O que ele fez de errado? Vocês são da policia?

 

- Onde ele está? Ele irá conosco, para o Sistema GO. Estão esperando por ele, agora.

 

- Loucos! Vão embora de minha casa, agora!

 

Disse ele irritado, com aquela conversa, agitando a espingarda para frente. Os três pareciam decididos levar o garoto, e ignoravam as ameaças de João, correu para impedi-los que encontrassem o garoto. Ele estava escondido no quarto, em baixo da mesa com sua mãe aterrorizada, com o que ouvira. Ninguém iria tirar seu filho de seus braços, mesmo que isso lhe custasse à vida.

 

A porta abriu, e a sombra gigante daquele homem tenebroso, parou na porta, e olhou para eles, que estavam perto da cabeceira da cama agachados. Josefina pareceu ver os olhos vermelhos de o estranho homem brilhar quando os avistaram. Este aproximou, e retirou um objeto do bolso do casaco mostrando-lhes.

 

- Não tenha medo. – a vós parecia ser calma, e nem um pouco alterada. – Venha, vamos levá-lo.

 

O garoto estava apavorado, quando aquela luzinha vermelha que saia do objeto, parou bem no seu rosto.  Seu João entrou desesperado de repente no quarto, e apontou a arma para o homem. Os outros logo vieram atrás. Tinham os gestos lentos, e nenhum pouco alterado, pelas atitudes de João.

 

O homem que estava perto da cabeceira da cama, virou-se para João e com um gesto, retirou a arma das mãos dele, como se fosse um brinquedo, mesmo antes de apertar o gatinho.

 

- Não queremos armas.

 

- Mas, por que querem meu filho? – Perguntou João quase que em pânico. Aqueles homens ali, não pareciam ser humanos, pois atrás de seus óculos escuros, os olhos brilhavam como uma lamparina.

 

-Digam-me. Eram vocês que estavam seguindo-me a pouco, lá na estrada?

 

- Não. Nosso trabalho é de proteção.

 

- Mas, por que querem meu filho?

 

- O sistema do governo oculto, está esperando. Precisamos levá-lo agora.

 

Um dos dois que estavam parados na porta coloca a mão no ombro de João e diz:

 

- Descanse.

 

O outro, fez o mesmo com Josefina, e depois pegaram o garoto pelo braço. Locke sentiu uma grande tranqüilidade, quando o homem pegou em seu braço, e depois saíram do quarto.

 

O dia amanhece e a luz batia no rosto de João, quando ele desperta. Esteve deitado no soalho da casa, a noite inteira e quando acordou, viu que Josefina ainda estava dormente. Levantou rápido, e chamou-a, apressado.

 

- Onde ele está? Onde está Leon?

 

-Oh, meu deus. Eles levaram? – Disse ela em prantos. – Meu filho... Foi embora.

- Mulher, o que será de nós agora? Eles levaram Leon. Os Extraterrestres levaram nosso filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Capitulo II

 

 

 

2 anos depois...

 

 

 

 

O trem soou o apito ao longo, parando vagarosamente na estação de Santa Bárbara as 03h30min h e, logo desciam dos vagões, passageiros que vieram de longe, para novamente estarem em suas casas, com suas famílias. Depois de terem partidos há anos, para servirem na guerra, nos amargos dias daquele ano se 45; a guerra tinha acabado há dois anos, e ainda faziam sentir a angustia e dores, daqueles que haviam ficado, esperando filhos, maridos, e voluntários que serviram na grande guerra. Estavam agora, de volta na cidade natal, e muitos não regressaram, para o desespero de suas mães; enquanto esperavam na estação de trem. Depois da guerra, o mundo não mais seria o mesmo, pois o terror ainda perdurava nos corações das pessoas. 

 

Mas, nem todos que ali chegavam, regressaram para suas casa; alguém que viajava de muito longe, descia dos vagões se deixando levar pelos encontros dos soldados que encontravam em suas famílias o carinho e abraços, que a tanto não os viam. Este senhor, aparentemente bem trajado, com pouco mais de 60 anos, desceu do vagão depois que todos estavam se indo, e parou sobre o degrau, para observar o ar daquela famosa cidadezinha que ouvira falar, do outro lado do mundo. Acendeu um cigarro, e suspirou aliviado. Estava mesmo em Santa Bárbara do sul. Caminharam alguns passos, e antes de descer as escadas da estação, perguntou ao maquinista:

 

- Conhece o Retratista?

 

- Quem não o conhece, por aqui. Basta seguir até o final da cidade, numa pequena tapera, no alto do morro. Siga pela estradinha, não vai errar.

 

Final da cidade. Não precisava conhecê-la, pra saber que o final não era muito longe. Não estava acostumado a caminhar muito longe, mas aquele lugar era tão pequeno, que arriscou atravessar a cidade, sem que gastasse a sola de seus sapatos. Enquanto caminhava para encontrar aquele a quem procurava, percebeu que cidadezinha, não tinha muitas coisas. O comércio era apenas um armazém, lembrava um casarão, muito antigo.  Algumas casas afastadas um pouco, e uma pequena pracinha. As ruas eram de chão batido, e desapareciam de vistas pelos morros e cochilhas; e havia apenas um carro na rua, uma carruagem, puxado por quatro vacas. Viu mais além, um grupo de cavaleiros, passeavam a trote pelos arredores. 

 

- Vem de onde senhor?

 

Perguntou um garoto, que atravessou sua frente, quando parou na porta do armazém. Olhou para o garoto, e percebeu que e, lê estava descalço. Tinha uma caixinha que trazia nas costas.

 

- vai uma graxa, aí?

 

- Não.

 

- Só 20 centavos senhor. Deve ser muito importante. Procura alguém?

 

- Sim, estou procurando o Retratista.

 

- Eu sei onde encontra-lo. Posso ajudá-lo, por 20 cento.

 

- Não, obrigado.

 

O Dono do armazém chega, e grita com o garoto:

 

- Fora! Deixe meus fregueses em paz, guri!

 

- Favor, entre. Precisa de um gole?

 

- Como?... – Se o que aquele homem, gorducho, e desajeitado, estava se referindo a um café, era o que mais queria.

 

- Aceitas um chimarrão?

 

Disse o gorducho, vindo com aquela coisa redonda de madeira, e cheio de um pó verde, com uma espécie de bomba dentro, trazia na outra mão, uma chaleira, que parecia estar fervendo a água, pelo vapor que ela emitia. Suas roupas eram largas, e um lenço branco pendurado no pescoço, realçava os costumes do local, com um chapéu de couro velho, e uma bota preta, que ia até o joelho.

 

O homem ficou olhando da cabeça aos pés, aquele estranho, que parecia alienado aos costumes da região.

 

- Hum... Quente.

 

- Mas que tal? Parece que tu não és da região Sul, Tche?

 

- E não sou mesmo. Vim da cidade, de Colorado.

 

- Mas, bah, Guri. Colorado é ali atrás de Tapera. Como tu não te vestes a rigor?

 

- América do Norte! Colorado, EUA.

 

- Mas, que tal, o guri! Que diacho de cidade é esta tal das América?

 

- Ruswell, Novo México. Sou Byrd. General Richard Byrd.

 

- General? Percebi logo pela língua enrolada, que tu eras estrangeiro.

  

- Mas, que faz, por estas bandas?

 

- Como disse, estou à procura do retratista.

 

- Alguma notícia?

 

- Onde posso encontrá-lo?

 

- Me faz gosto, leva-lo até lá.

 

- Está bem, vou recompensá-lo por isso.

 

Logo, os dois seguem em uma carroça, em disparada, para a tapera, onde morava o Retratista, como era conhecido pela região. Na verdade, o caso de abdução de seu filho tinha repercutido no mundo inteiro, e esta fora a razão de atravessar o mar, simplesmente para vê-lo.

 

O cachorro latiu quando o homem da venda bateu palmas, chamando pelo retratista. Ele saiu na porta, e logo e foi dizendo num tom áspero:

 

- O que querem?

 

- Visita, João retratista. - Disse o gorducho.

 

 

- Não estou esperando visitas! – Ele retrucou bravo. A única pessoa que espero há 2 anos é meu filho...

 

Ele tinha a voz melancólica, e olhar distante.

 

- Ele foi levado de mim, quando criança.

 

- Sou da força Aérea Americana, senhor João. – Disse o homem que ali estava.

 

- Vim exatamente falar sobre seu filho.

 

- Sobre meu filho...?

 

Era mais um daqueles impertinentes que só queria informações para fazer alguma reportagem para algum jornal qualquer, pensou o retratista.

 

- Não tenho nada pra tratar sobre meu filho. Vá embora!

 

- Sou General Richard Byrd, do governo Americano.

 

- Disseram a mesma coisa quando levou ele. Que eram de uma agencia do governo.

 

- Então... Seu filho foi levado, mesmo?

 

- Foi. Eles arrancaram de mim, e partiram sem nunca mais dar noticias... Não quero falar, nisso.

 

- Quem eram eles?

 

O Retratista lançou olhar repugnante para aquele homem, ali, e parou por alguns instantes, depois disse:

 

- Quer entrar?

 

Era duro para João retratista tocar naquele assunto, mas percebeu pelo semblante daquele homem um interesse profundo pelo assunto, e já estava acostumado a fazer declarações para todo o tipo de gente que vinham de todos os lugares, fazer pergunta sobre o caso.

 

- Mulher... Tem visita.

 

Ele mandou que ela trouxesse uma cuia de chimarrão, e mais uma vez o Americano provou a erva amarga daquele costume do Sul.

 

- Bem... Senhor João. Podemos falar sobre a abdução?

 

-Abdu... O que?

 

-Abdução. O termo que se dá a uma pessoa, que faz contato, com algum extraterrestre.

 

- O senhor me desculpe, mas quase não entendo sua língua, enrolada.

 

Seu português era mesmo meio enrolado, ainda mais naquele Estado onde as palavras se confundiam com os costumes do povo Gaúcho.

 

- Como aconteceu, exatamente?

 

- Voltava pra casa, quando fui seguido, por dois discos voadores, que chegaram aqui na minha casa. Aqueles homens estranhos entraram na minha...

 

- Espere. – Disse Byrd, interrompendo. - Você disse homens...?

 

- Sim, eram homens, enormes. Altos, e magros. Tinham roupas pretas, e usavam óculos escuros.

 

-Já os tinha visto antes?

 

- Nunca. Eram até bem afeiçoados. Tinham boa postura, mas aqueles olhos, vermelhos... Não podiam ser deste mundo.

 

- Você disse que estavam usando óculos, escuros. Você viu a nave deles?

 

- Vi... Apenas duas bolas de fogo, na estrada. Não tive coragem de abrir a porta, quando eles bateram.

 

- Entendo... Mas prossiga.

 

- Aqueles estranhos, de preto, simplesmente chegaram aqui, e disseram que queriam levar meu filho.

 

- Disseram, para onde, senhor...?

 

- Não. Só disseram que o Governo estava esperando por ele.

 

- Governo? Mas, que governo? O senhor tem idéia de onde possa estar seu filho agora?

 

- Acho que em algum planeta distante, talvez...

 

Os olhos dele se enchem de água quando se dirigiu para a janela, lançando o olhar para o céu. De alguma forma, tinha esperança de que um dia ele voltasse.

 

- Então... Acredita que aqueles homens, eram extraterrestres?

 

- Claro que sim... Mas, por que o interesse, dos Americanos, pelo desaparecimento de meu filho, agora? Quando procurei as autoridades, fez pouco caso. Disseram que eu estava louco. Todos riam de mim, até agora.

 

- Compreendo senhor João... Mas, não teria vindo de longe, se não acreditasse realmente, que se tratava de uma abdução. Temos casos, semelhantes ao seu, no meu País, de abduções, e contato. Mas... Nenhum caso, semelhante a este. O desaparecimento de alguém. Saberia me dizer, por que teriam interesse em levar seu filho?

 

- Interesse? Não... Nenhum interesse!

 

- Já tinha acontecido, antes?

 

- Acontecido, antes? O que está querendo dizer com isso, senhor, Byrd?

- Talvez, o interesse deles, em raptar seu filho, tenha algo a ver com o passado.

 

- Não... Nenhum, passado!

Ele demonstrava irrequieto, quando tocava no passado.

 

- O senhor esteve na guerra?

 

- Não. Meu irmão esteve. Eu não. Servi o exercito, mas não fui convocado.

 

- Manteve algum contato, com algum, nazistas, depois, que acabou a segunda guerra mundial?

 

- Não. Mas por que este assunto?

 

- Nada. Bom, acho que já vou andando.

 

Muito estranho... Pensou João quando o homem se despediu e partiu em seguida. Ficou esperando que ele fosse embora, e correu para dentro, fechando aporta. Ficou perturbado, com aquela visita, e muito pensativo. O que os Americanos estariam querendo com aquele assunto agora? Depois de muitos anos, eles voltariam a fazer perguntas, embaraçosas. Não sabia até onde conseguiria manter aquele segredo. Saiu para fora, e olhou para o céu... Onde ele estaria? Não sabia até onde iria conseguir manter aquele segredo, longe dos curiosos que muitas vezes se aproximavam para fazer perguntar idiotas como aquelas. Podia lembrar cada detalhe de tudo como aconteceu, como se fosse hoje:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo III

 

 

O Começo...

 

 

 

 

 

Três semanas depois de ter sido levado pelos extraterrestres ele retornou, batendo na porta de sua casa.

 

- Pai...

 

- Quem é você?

 

Estranhou aquele homem ali parado na porta de sua varanda. De repente, ele lembrava alguém.

 

- O que deseja? – Disse João, olhando-o da cabeça aos pés. O jovem que ali estava, aparentava ter mais ou menos uns vinte anos, não mais. Tinha um corpo atlético, em seu corpo seminu que se apresentava na porta de sua casa.

 

- Pai... Não está me reconhecendo? – Disse o jovem ali abrindo os braços, como que se esperasse uma recepção calorosa, de alguém que estava apavorado.

 

– Sou eu, Locke seu filho.

 

 João retratista retirou os óculos de graus das vistas cansados, e deixou transparecer o espanto em sua fisionomia, as palavras daquele estranho, que se dizia ser seu filho.

 

- Que... O que está dizendo?

 

- Pai, que bom estar de volta em minha casa. Achei que nunca mais iriam vê-los. – O rapaz, entrou porta adentro se apressando. – Onde está mamãe?

 

- Nossa! – Disse dona Josefina quando viu aquele estranho homem quase nu andando em sua sala, naturalmente. – Quem, é esse?

 

- Mamãe. Deixe-me abraça - lá.

 

Ele caminhou para ela que vinha da cozinha, quando de súbito assustou-se, dizendo:

 

- Fora! Saia da minha casa agora!

 

- Mamãe, sou eu. Locke, seu filho.

 

- Locke... – Ela estava pasma, com o que acabara de ouvir, da boca daquele jovem, alto que ali estava em sua frente. – Que estais dizendo? Meu filho só tem 10 anos. Como pode ser ele?

 

- Sou eu mesmo mamãe. Por que está espantada?  

 

- Mas... Você não pode ser nosso filho. Ele é só um menino, e você é um rapagão.

 

- Deve estar enganado, meu rapaz. – Disse Seu João retratista. – Nosso filho foi levado pelos malditos ETS, há três semanas. Não temos notícias dele, desde então.

 

-Mas, que está dizendo, meu pai. Eu estive ausente por muitos anos. Fui levado por eles, e desde aqueles dias em que eles estiveram aqui, em casa, nunca mais pude retornar. Malditos, extraterrestres. Mantiveram-me refém durante estes anos todos, e depois me jogaram de volta, sem dizer nada.

 

- Santo, deus. – Exclamou sua mãe, atônita. – Acho que ele está falando a verdade, João.

 

- Você acha, mesmo, que é nosso filho, mulher?

 

- Não há razão para duvidar, meus pais. Sou Locke, e tenho como provar. – Ele mostrou a cicatriz na perna. – Vejam! Lembram desta cicatriz, que fiz aquele dia, quando cai, andando de bicicleta?

 

- È ele, mesmo. – Os dois tinham se convencido de que realmente estavam diante de seu filho desaparecido há três dias apenas. O semblante naquele rosto, magro, e nariz firme. Os olhos, que herdaram da sua avó. Tudo era muito estranho. Como poderia ser o mesmo garoto que desaparecera, se estavam diante de um homem?

 

- Não resta dúvida, mulher. È ele mesmo. Nosso filho, mas como pode ser... Está mais velho.

 

- O que fizeram, com você, meu filho? Venha-me da um abraço...

 

Sim, agora não havia mais dúvida. Era ele mesmo, o Locke de sempre estava de volta. Estava diferente, mas aquele aconchego, nos seus braços, o faziam lembrar de como era ele.

 

- È um milagre.

 

Ele estava de volta, seu corpo estava diferente, mais forte, e mais velho. Mas sua cabeça, havia algo de sua infância, que o fazia lembrar o dia de sua partida. Ainda era o seu menino, pensava a mãe.

 

- O que eles fizeram, com você?

 

- Não sei minha mãe. Não lembro de nada.

 

Eles olharam da cabeça aos pés, e não acreditavam que ali estava o seu menino. Havia uma mudança radical em seu corpo, da noite para o dia, embora estivessem felizes com o retorno dele, estavam assustados com aquela mudança.

 

O jovem rapaz espreguiçou na cama, quando sua mãe entrou batendo na porta do quarto.

 

- posso entrar meu filho?

 

Ela trazia uma bandeja com bolo e café, quentinho como de costume, quando ele ainda era um menino. Ele olhou para sua mãe com o mesmo jeito de sempre e exclamou:

 

- Bolo de laranja, mamãe...?

 

- Claro filho. – era estranho para ela ver aquele homem ali em sua frente, com a mesma expressão daquele garotinho, que sempre espera café da manhã na cama.

 

- mamãe, não precisa trazer na cama. Já não sou um menino.

 

- Mas, ainda não esqueci de como você adorava, ser bajulado, todos os dias. Ou você não lembra...?

 

- Claro que sim, mamãe. Faz tanto tempo, mas ainda não esqueci daquelas manhãs, em que você trazia café todas as manhas. Principalmente, no inverno, que fazia muito frio.

 

- È... Você não levantava da cama o dia todo. Ficava aí deitadinho, encolhidinho, como um bichinho manhoso.

 

- È, faz muito tempo...

 

- Pra mim, foi ontem.

 

Ela ficou pensativa por algum instante, enquanto ele devorava o café com bolo de laranja.

- Onde está papai?

 

- Ele foi até a cidade.

 

- Por que não me acordou?

 

- Você estava tão cansado, que dormiu por dois dias seguidos.

 

- Nossa tanto assim? Então já está na hora de levantar e ir à luta.

 

- O seu pai, não vai se demorar, filho.

 

- Vou esperar o papai.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo IV

 

 

 

 

 

 

A cidade ficava uns 30 km da pousada em que morava, e seu pai tinha ido com a pichirica, para trazer mantimentos. Ele estava vindo pela estrada, quando olhou para o céu encoberto de nuvens pretas. Uma tempestade estava prestes a acontecer, e se não se apressasse, iria pega-lo na estrada. Ainda estava confuso com aquela mudança estranha de seu filho, e não tirava a idéia de que os extraterrestres estavam por trás de tudo. Não sabia como esconder aquilo dos olhos curiosos do vilarejo. Sabia que logo começariam a fazer perguntas, com aquelas em que aquele homem do exercito Americano vinha fazendo, há minutos atrás na cidade. Ele estava certo de que seu filho estava envolvido em alguma armação extraterrestre, e vinha fazendo perguntas, e não podia deixar que ele suspeitasse de que ele estava de volta. Principalmente, por que poderia colocar todo o sossego de seu lar em jogo.      

 

 A tempestade havia começado, e o lamaçal deixava a estrada muito lisa, e tinha de diminuir um pouco a velocidade de seu veículo. A chuva batia forte no vidro da pichirica, teve tempo de baixar a capota, antes que a chuva entrasse molhando tudo ali dentro. A visão estava embaraçada, e não enxergava uma palma à frente naquela tempestade que aumentava cada vez mais. Os trovões e raios eram fortíssimos, e ainda faltava muito para chegar a sua fazenda. Quando chegou a beira da floresta, um raio atingiu uma árvore de sorte que o galho caiu poucos metros atrás quando o carro já avia passado, e seguiu em frente, com olhos tenebrosos. Não via à hora de chegar a casa, antes do anoitecer, e aí seria pior, naquele estado do tempo.

 

Porém, quando entrou pela estradinha no meio da floresta, deparou-se com um problema. A ponte da estrada, havia caído, devido à enchente, e o rio estava cheio. Não tinha como passar com seu carro.  Tinha de voltar, ou passar a noite ali na estrada no meio a tempestade, a mercê do perigo da floresta. Deu a volta, e retornaria a estrada para a cidade. Quando de repente, o estrondo de uma árvore é cortado pelo raio, caindo em cima de seu carro, que sufocou toda a sua visão, não vendo mais nada. Gritou por socorro, varias vezes, quando percebe que o carro começava a pegar fogo.

 

 

A tempestade aumentava cada vez mais, quando Locke aproximou-se da janela da sala, dirigindo o olhar para fora, na esperança de avistar seu pai que veria pela estrada.

 

- Estou preocupado... – Disse dona Josefina, quando se aproximou da janela. – Seu pai já devia ter voltado. Estou com receio de que a tempestade o pegou na estrada, filho.

 

Quando ela acabara de dizer aquelas palavras, Locke que estava distraído olhando para fora, é tomado de uma estranha visão que surgiu de repente diante de seus olhos, como se estivesse diante dela. Um clarão, quase que o cegou, quando suspirou ofegante, para trás.

 

- Nossa... – disse quase que sem fôlego. – o papai está em perigo.

 

- O que... Como sabe?

 

- Eu vi. Era como se eu estivesse lá. Vi o carro pegando fogo, na beira da floresta, Mamãe.

 

- Oh, meu deus. E se for verdade?

 

- Eu sei que é Mamãe. Papai está precisando de ajuda.

 

- Que vai fazer?

 

 Ele já saia pela porta, quando disse:

 

- Não sei Mamãe. Alguma coisa está me chamando. Estou ouvindo os gritos dele.

 

Quando Locke deixou a varanda de sua casa, saindo para fora, não percebeu que alguma coisa estranha o envolvia seu corpo, e partiu em disparada, correndo para estrada, certo de que seu pai estaria precisando dele, naquele momento. Ali dentro da casa, dona Josefina pode presenciar que seu filho não era o mesmo, desde então. Seus olhos estavam surpresos, para o que acabara de presenciar. Teve tempo apenas de desabafar um fôlego, de estranho, mistério.

 

Locke avistou o carro de seu pai sobre os galhos de uma árvore quando chegou naquele local lamacento, e escuro. Estava tão preocupado com seu pai, que nem havia se perguntado como foi que chegou tão rápido naquele local. Quando avistou seu pai sobre os destroços do carro, arrancou a árvore do local sem ao menos tocar nela. Como se os galhos das árvores seguissem sua vontade. A porta estava trancada quando tentou abrir, gritando o nome de seu pai. Ele estava desmaiado, e a escuridão, era iluminada por uma espécie de energia que emergia de seu corpo. Mas isso não chamava sua atenção. Nem ao menos se tocou, quando a maçaneta do carro, se rompeu, quando sua mão a tocou, para ele era tudo normal, ou não se apercebeu de que aquelas coisas estranhas estavam acontecendo. Tudo o que lhe vinha na cabeça, era retirar seu pai daquele carro o mais rápido possível, antes que o fogo atingisse lá dentro. Mas, a essas alturas, nem o fogo era mais problema, pois haviam se apagado, quando se aproximava.

 

Após retirar seu pai do carro, retirou-se para fora, tentando reanima-lo.

 

- Filho... – disse ele, quando abriu os olhos. – Como chegou aqui?

 

Seu pai ainda estava adormentado, mas podia ver que havia alguma luz ao redor do corpo do jovem Locke, como se ela o envolvesse como um manto, protegendo os dois.

 

- Locke,... Meu filho. O que está acontecendo? Seu corpo...

 

Então ele pode notar o que estava acontecendo, e tomar consciência de tudo o que acabara de fazer.

 

- Você não está encharcado, pela chuva. Deus olhe para você...? 

 

- Eu, vim o mais rápido possível, assim que recebi seu chamado, pai.

 

- Meu chamado? Eu estava pensando em você...

 

- Eu sei. Estava ouvindo, você. Não sei como, mas estava com você, naqueles destroços, o tempo todo.

 

- Não sei o que está acontecendo com você, mas estou feliz em vê-lo, de novo filho.

 

- Vamos para casa, Papai.

 

Ele estendeu a mão para ele, e então pode ver que o tempo todo estava envolvido por uma espécie de bolha luminosa radiante ao redor deles.

 

A luz do farol do carro a beira da estrada diminuiu, o homem parecia estar ali há bastante tempo, presenciando tudo. Era o General Byrd, da força armada dos EUA, e pelo que pode observar, aquele caipira estava escondendo segredo, a respeito de seu filho e dos extraterrestres, ou não estaria vendo coisas. Pode ver de dentro de seu carro em meio à vidraça embaraçada, que era limpa pelo vai e vem do limpador, aquela bola de luz vermelha que logo deixou o local, do acidente, desaparecendo com os dois. O estranho objeto se movimentava com incrível velocidade, e agora tinha certeza, que o retratista, estava sobre a proteção dos extraterrestres.

 

 

 

    Aqueles dias que se seguiram foram cheios de surpresas para eles, pois a cada instante iam descobrindo as novas coisas estranhas que seu filho Locke poderia fazer, agora que possuía poderes. Os extraterrestres haveria lhe dado certas habilidades, que ainda era desconhecida para eles, que não compreendiam como eram possíveis aquelas coisas estranhas, que seu filho tinha herdado. Para eles, em sua santa ignorância, era coisa do demônio.

 

- O que aconteceu com nosso filho, Josefina?

 

- Não importa o que seja marido. – disse ela, quando estava suspensa no ar, deitada. Enquanto as mãos do jovem Locke passavam circularmente ao redor de seu corpo, como se ela estivesse sobre o efeito de uma onda de energia. – O que importa é que não sinto mais as dores nas costas depois que ele voltou.

 

Como uma pluma ela baixou sobre o tapete, e depois estava de volta em pé, em seu estado normal da gravidade.

 

- Sou muito grata, filho.

 

- Não me agradeça Mamãe. Sinto que posso ajudar as pessoas. Tenho energia de sobra em meu corpo e posso passar as pessoas. È como se meu corpo fosse um condutor elétrico.

 

- Eles fizeram um trabalho e tanto com você, filho. Salvou minha vida. E agora, faz todas as tarefas da fazenda sozinhas, sem cansar. Sua mãe está curada, das costas. E aquela dor de cabeça, e falta de ar que eu tinha desapareceu. Não sei se é coisa boa que você ganhou deles, mas está nos ajudando muito.

 

- Também não sei o que é tudo isso meu Pai. Mas, sei que eles logo virão.

 

- Não... Outra vez, não. – Disse ela atormentada.

 

 - Calma Mamãe. Desta vez, eu sei que eles vêm pacificamente.

 

- Vai nos deixar, filho?

 

- Não sei Pai. Tudo para mim é tão estranho quanto para vocês. Sei tanto quanto vocês. Sei apenas que tenho que me manter aqui, até que eles cheguem. Ninguém pode descobrir que posso realizar estas coisas, entenderam?

 

- Claro filho. Você ficara mantido aqui na fazenda em segredo, o tempo que for necessário. Neste lugar, estará longe da vistas curiosas das pessoas da cidade.

 

- E o homem, que esteve aqui estes dias, fazendo perguntas?

 

- Que homem?

- È das forças armas do EUA, meu filho. Está na cidade fazendo perguntas a seu respeito. Já esteve aqui na fazenda. E creio que voltará.

 

- Ele nunca me encontrará. Mas, temo por vocês. A segurança de vocês pode ser ameaçada se desconfiarem que esteja de volta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo V

 

 

 

 

 

 

A cidade de santa Bárbara do Sul era o sossego, aquela tarde, quando o céu de repente foi cortado por aviões aéreos que vinham aos montes, ruindo o silêncio que ali pairava. O vilarejo, aos poucos foi tomado pelos soldados que desciam de pára-quedas dos céus, caindo sobre o campo, e logo acampando barracas por toda a parte. O exército Americano descia naquela região esquecida do sul, tomando conta de tudo. Era como se o inferno estivesse descendo dos céus aquele dia de 1949. Não havia um só canto em que as forças armadas, não houvessem tomado. Em pouco tempo, Tinham organizado uma fortaleza naquela região, e o povo estava amedrontado, com toda aquela agitação. Diziam, que a guerra tinha começado.

 

O general Byrd, havia recebido diretamente ordens do presidente dos Estados Unidos, para que intersectassem a casa onde se encontrava o extraterrestre.      

 

Ele chegou à tenda armada a poucos km, da cidade, onde estava reunida a comitiva da CIA.

 

- General, Byrd. – Disse o Capitão da tropa, que o esperava. Na tenda estavam quatro homens vestidos com roupas pretas. – Já o esperava-mos para receber instruções.

 

- Quem são eles?

 

- São Agentes da CIA. Inteligência armada, amando especialmente do presidente.

 

- O presidente não comentou nada a respeito de que mandaria Agentes da CIA.

 

- Não se preocupe General. – Disse o coronel, quando foi cortado pelas palavras de um deles, que se aproximou.

 

- Assumimos daqui em diante, General. O FBI agirá daqui por diante.

 

- Eu não aceito ordens do FBI. Eu estou no comando, desta missão secreta desde o começo.

 

- Agora, não está mais, General.

Disse o homem que usava óculos escuros, que se aproximava. Seu tom de voz era autoritário. – Deixe que me apresente. Sou o comandante Smith, da Agencia secreta, criada pelo próprio presidente Trumam. Estes são meus assististes Agentes, Zebra, Cobra, e Montanha.

 

- Belos nomes para agentes secretos.

 

- A agencia da inteligência secreta do presidente, ainda não decidiu se nomeia os agentes por números, ou por nomes de animais. Eu propriamente prefiro por animais.

 

- Ora, guardem de seus comentários, ridículos, senhor, Smith para seus agentes secretos. Aqui, sou eu que comando, e não aceito ordens de uma comitiva de agentes, que mal sabe o nome que tem.  

 

- Ora senhores. Disse o Coronel. – Não vamos ficar discutindo quem manda ou não, senhores. Somos bastante civilizados, para adentrar nesta mesquinhez. Tenho certeza, do que está lá fora, é muito mais importante, e o presidente ficaria muito grato se todos nos trabalhassem no caso, o mais breve possível.

 

Eles olharam para o Coronel, e por alguns segundos deixaram seus olhares se curvarem, e depois acrescentaram:

 

- Acho que ele está certo. Vamos nos deter em nossas patentes, General.

 

- Acho bom. – Disse o General. – Peço desculpas pelo incidente. Mas não conheço o suficiente, sobre esta tal agencia secreta do presidente... CIA.

 

- Não faz mal, general. Vamos começar a trabalhar.

 

- Onde se localiza o local, onde se localiza o alvo?

 

-Depois daqueles morros, lá.

 

- Cerca de 30 km O que tem em mente, General?

 

- Temos de isolar o local, para que ninguém entre e ninguém saia.

 

- O que temos, naquele lugar?

 

- Pode se preparar para o pior, Comandante.

- Ora, General. Temos treinamento suficiente para enfrentar o pior perigo que os Americanos jamais viram.

 

- Até a força Alienígena?

 

- Ora, General, do que está falando?

 

- Então não lhe explicaram o que está acontecendo por aqui?

 

- Bem... Tudo que sei é que deveria vir para cá para uma investigação ultra-secreta, que envolvia o projeto UFO.

 

- E o Quarto Reich.

 

- Sim, General. O quarto Reich, comandando por nada mais nada menos que o monstro Hitler, que ainda está vivo. Mas, o que Hitler tem haver com a força Alienígena, de que falou?

 

- Pelo que vejo desconhece a força do Quarto reich de Hitler, e sua ligação para com os extraterrestres, comandante, Smith.

 

- Ora, General. Esta é uma idéia ridícula, inventada, pelos Nazistas. Hitler está morto, e nunca esteve envolvido com os extraterrestres. Muito me Admiro que o senhor, acredita nestes fatos.

 

- Eu chefiei uma expedição pessoalmente até a Antártica, e sei o que estou falando. E pode apostar. Hitler está por trás de todos os fenômenos Ufos.

 

- Está bem. Mas, acho que tudo isso não passa de histórias. E acha que este lugar está cheio de Ets?

 

Havia um tom de ironia nas palavras do Comandante Smith.

 

- Talvez... Iremos mandar um grupo de soldados para bloquearem a saída em todos os lados, dos habitantes daquela casa.

 

- Ainda acho que deveríamos mandar uma escolta de soldados, e invadir o local.

 

- Não sabemos o que poderemos encontrar no local, Comandante. – Disse o Capitão. – Se me permite, acho que deveria ouvir o que o General tem a dizer.

 

- Está bem. General. Fale o que sabe a respeito daquele local.

 

 

 

 

À tardinha já estava se pondo o sol atrás das cochilhas, quando Locke Leon olhava para o céu a espera de alguma coisa que ainda não tinha certeza do que seria. Apenas, sabia que algo estava para vir das alturas, e estava preparado para o que estava predestinado a ele. Sabia que algo tinha mudado em sua vida, e também sabia que algo muito especial, estava para acontecer nas ultimas horas. A convicção o fazia esperar horas após horas, dias a pos dias, se fosse preciso para obter a respostas, para todo aquele mistério que tinha mudado sua vida. Por que não lembrava de nada, durante o tempo em que esteve fora? Não podia crer que tudo não passara de apenas alguns dias, em que esteve fora, e depois voltou mudado. E todos aqueles poderes, que possuía agora? De onde veria? O que significava tudo aquilo? Tinha a mente aberta, para todas as coisas. Podia ler um livro, em questão de segundos, e já tinham lido quase todos os que possuíam na sua casa. Podia se movimentar com incrível velocidade através de uma estranha bolha de energia, que se transformava em veículo ao seu redor. As coisas ao seu redor obedeciam ao seu comando, com habilidades de telesinésia, que ele não compreendia ainda. Algumas vezes, parecia que podia até voar para além do espaço, mas tinha medo de realizar, esta façanha. Em seus sonhos, eles vinham lhe mostravam coisas que nunca vira antes. E algum, dia desses, estes seres estranhos que apareciam em seus sonhos, marcavam a hora e o dia de seu encontro final. E o dia estava chegando. Ele sabia disso. Teria de abandonar sua família novamente, para seguir sua missão, junto a eles. E isso o deixava preocupado.  

 

- Filho. – Disse seu pai que se aproximava. Colocou a mão em seu ombro. – Acredita que eles voltarão?

 

- Alguma coisa me diz que será hoje, papai. Eu prescinto isso.

 

- O que acontecerá então se eles voltarem?

 

- Não sei ainda, Pai.

 

- Vai nos deixar?

 

Ele olhou para seu pai, e não pode responder aquela pergunta. Seria duro dizer o que estava para acontecer.

 

- Venha. Sua mãe o espera para jantar.

 

 

 

 

O céu as estrelas já começavam aparecer, enquanto sob o silencio da noite, uma frota de caminhão do exercito se aproximava, montando guarda, na entrada da fazenda, espalhando-se por todos os cantos. Um dos soldados passou informações pelo radio para o General.

 

- Tudo certo General. Cambio?  Já montamos guarda na fazenda. Cambio.

 

Um alerta se fez anunciar por um dos soldados que estava no monte do morro. Algumas pessoas que vinham da cidade, se aproximava do rancho. Vinham aos montes, como se estivessem em uma procissão.

 

- Cobra, chamando. Cambio?

 

- Aqui é Montanha, para Cobra. Cambio, na escuta. O que está acontecendo?

 

- O Povo do vilarejo, está se aproximando da zona proibida. Cambio. O que faremos?

 

- Vou comunicar base, cambio final. Fica na alerta.

 

“Alô, Base”? Montanha para Base. Cambio? Responda?

O Comandante Smith pegou o radio.

 

- O que está acontecendo, Cambio?

 

“Um grupo do vilarejo se aproxima do alvo principal. Cambio”.

 

- Diabos! Não os deixem se aproximar do local.

 

- O que aconteceu, comandante, Smith?

 

Disse o General Byrd que se aproximava.

 

- Aqueles malditos camponeses, estão se aproximando da fazenda.

 

- Mas, o que eles estão fazendo lá? Como conseguiram passar pela guarda na estrada?

 

- Não tenho a mínima idéia. Eles não podem chegar até a fazenda. Vamos para lá, o mais rápido possível.

 

 

 

A multidão estava se aproximando do rancho, quando os soldados deram ordem para que parassem. Uma algazarra se fez soar na estrada, que dava para a fazenda. Estavam a uns quinhentos metros da porteira da fazenda quando foram barrados pelos soldados Americanos. Eles não compreendiam o que os soldados estavam dizendo. Mas, não precisava entender o língua enrolado das boinas verde, para entender o que pretendiam. Sabiam por que estavam ali. E Não deixariam que nada acontecesse com o João retratista.

 

- Saiam da frente, seus gringos malditos.

 

Disse um deles parecia bem zangado.

 

- Sou o prefeito da cidade de Santa bárbara, Zózimo Ribas.  E vim avisar meu amigo João o retratista do perigo que estão correndo.

 

- Afastem-se! – Disse o soldado Americano, sem compreender uma só palavra do que estavam dizendo.

 

- Vamos avisar o General. O que vamos fazer? Eles parecem descontrolados.

 

- Vamos Passar. Saiam da frente seus gringos.

 

- Não podem passar. Esta área está sobre a proteção do exército Americano. Precisam voltar.

 

- Estes gringos malditos, falam com a língua enrolada. – Disse o prefeito da cidade. – Não podem invadir a minha região, estrangeiros. Porque estão aqui? O que querem?

 

- Vão embora, camponeses. Evacuem esta área, e nada vai lhes acontecer.

 

 

 

 

Enquanto esteve fora, uma das coisas que aprendeu foi ampliar a sua visão de consciência, e ele já estava a par dos acontecimentos lá fora. Nada parecia passar despercebido pela mente nova de Locke agora.

 

- Filho. – Disse seu pai se aproximando

 

- Eles chegaram. – Disse ele voltando-se para seu pai, que estava parado no meio da sala.

 

- Então já sabe? Estão cercando a área da fazenda.

 

- São soldados. Estou vendo-os todos estão aqui. Milhares deles vieram de longe.

 

- Por que estão aqui?

 

- Aquele homem do exército os trouxe até a fazenda.

 

- Maldito. Não devia ter recebido em minha casa. E agora o que pretendem?

 

- O que aconteceu? – Disse sua mãe que se aproximou.

 

- Os tal soldados Americanos estão montando guarda na entrada da fazenda.

 

- Oh, meu deus.

 

- Não precisam se preocupar.

 

- Mas são muitos filho, eu os vi há pouco.

 

- Não poderão passar.

 

Disse ele com o ar despreocupado. Eles não estavam lhe preocupando, pois sabia como controla-los. O que estava lhe preocupando era a espera de seus amigos do espaço que não davam sinal.

 

- Temos, de escondê-lo filho. - disse sua mãe atônita.

 

- Minha mãe. Acredite. Tudo está sobre meu controle. Não tema.

 

- Mas, se eles estão aqui, é por que já sabem que está aqui. O que vai acontecer se levarem você, meu menino.

- Podemos dizer que você é um parente distante, que veio para nos visitar.

 

- Seu pai conhece alguns atalhos na fazenda, e certamente poderá se esconder dos soldados, filho.

 

Ele levantou-se da cadeira, e disse. Estamos protegidos aqui. Não vamos abandonar a casa.

 

 

Lá fora os soldados montavam guarda na fazenda, e tentavam controlar os camponeses que chegavam as massas, para impedir a invasão na fazenda, e expulsar os soldados americanos dali.

- Mas que diabos, estão acontecendo por aqui?

 

Disse o Comandante Smith, quando parou o Jipe descendo rapidamente. Estava alterado. O General Byrd, tentava acalma-lo, para que ele não fizesse nem uma besteira.

 

- Toda cidade parece estar aqui. – Disse o General Byrd.

 

- O que pretende? Não vamos deixar que eles nos atrapalhem.

 

- Pelo visto a estas alturas eles já sabem que estamos aqui. Não vamos esconder os fatos.

 

- Então vamos invadir!

 

- Talvez. Mas, acho que devo ir lá tentar um acordo pacificamente, antes de agirmos a força.

 

- Por que perder tempo, General?

 

-. Irei sozinho, conversar com o retratista. Não temos provas os suficientes, não sabem o que está acontecendo lá dentro.

 

- Mais uma vez para invadir.

- Eu decido Comandante. Vou entrar. Vocês ficam de guarda.

 

Enquanto os soldados se aprontavam espalhados e expondo suas armas em prontidão, o General caminha em direção a porteira da fazenda e antes de cruzar a entrada, uma força o segura impedindo de entrar. Ele toca na fortaleza. Era como se um a parede invisível estivesse se erguido ali do nada.

 

- O que houve? – Perguntou o Comandante

 

- Tem alguma coisa aqui.

 

Disse ele apalpando a parede invisível que se estendia a sua frente.

 

- Parece que uma barreira invisível está impedindo a passagem.

 

O comandante ergueu os olhos boquiabertos, como se não estivesse acreditando nas palavras do general.

 

- Capitão... – Gritou outro soldado que estava mais além da cerca. – Aqui também parece estar bloqueada. 

 

- Ora que ridículo. – Bufou o Comandante Smith. – Mais essa agora. Estão loucos!

 

- Incrível! Há uma barreira invisível aqui. Não podemos passar.

 

- Seus idiotas! – Disse o comandante se aproximando. – Terei eu mesmo de entrar!

 

Quando ele se aproximou, para cruzar aquela barreira, alguma coisa o atinge, jogando-o alguns metros para trás.

 

- Nossa!

 

Todos correram para ver o que tinha atingido os comandantes.

 

- O que está acontecendo, General?

 

Perguntou Smith com os olhos arregalados.

 

- Eu, creio que temos aqui a maior prova de que eles existem Comandante.

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo VI

 

 

 

 

 

Imediatamente, o Comandante avisou as tropas restantes que estavam a 1k dali, para reunissem todos e viesse para a fazenda o mais rápido possível. As tropas chegaram a vinte minutos trazendo as armas pesadas, e se puseram em prontidão para receber as ordens de ataque. Havia mais ou menos uns trezentos soldados Americanos naquela missão, que esperaram as ordens do General, para ataque.

 

- Vamos ver que tipos de fortaleza estão enfrentando.

 

- Cuidado para não atingir a casa. – Disse o General

 

- Capitão. De as ordens para ataque.

 

Os primeiro disparo foi dado por uma rajada de metralhadora, sem qualquer resultado. Depois, os canhões começaram a disparar fogos contra a fortaleza. As explosões não passavam da entrada, batendo contra a parede invisível, que ali estava.

 

- Acha que conseguimos? – Perguntou o General. Quando os fogos cessaram.

 

- Espere. Vamos dar a eles mais um pouquinho, de nossos brinquedinhos. Depois invadiremos.

 

Sobre as ordens do Comandante Smith, eles usariam uma das armas mais poderosas dos EUA. Um míssil.

 

- Não é necessário, Comandante. Com toda aquela munição dos canhões, lançada contra a fortaleza, não resta dúvida que ela cedeu. De as ordens aos homens para entrarem.

 

- Está bem.

 

Ele levantou a mão para os caminhões se aproximassem e seguissem para entrar na fazenda. Em fileiras os caminhões das forças armadas, iam se aproximando para entrar, quando subitamente, a fortaleza, explodiu o primeiro caminhão que se aproximou, seguindo-se as explosões dos que estavam nas fileiras. Cinco caminhões carregando centenas de soldados tombaram sobre os fogos das explosões, não restando nem cinzas.

 

- Deus, do céu. È mais forte do que eu pensava. Precisamos nos afastar para lançar os mísseis.

 

 

Enquanto lá fora o caos nem sequer causava um arranhão na fortaleza, Locke presenciava a chegada de seus amigos do espaço.

 

- Eles estão chegando. – Disse ele olhando para o céu. 

 

Os olhos assustados das pessoas que estavam no meio do campo, elevaram-se para os céus avistando as luzes que se aproximavam.

 

- Olhem...!

 

Os soldados ficaram paralisados quando avistaram uma bola de luz gigante em forma de disco que surgiu em meio às nuvens negras dos céus. Ela pairou sobre o local, e por alguns minutos ficou imóvel sobre eles, e depois se dividiu em três pequenas bolas coloridas, que se dispersaram rapidamente, cruzando suas cabeças, desaparecendo logo em seguida.

 

- Este é o maior fenômeno de ÓVNIS que eu já presenciei. – Disse o General, abismado.

 

- Para onde teriam ido?

 

As luzes do céu cessaram por alguns minutos. Depois reapareceram com mais intensidade, todas enfileiradas no céu. Desta vez, eram nove naves, todas coloridas. Emitiam luzes, coloridas trocando suas cores umas com as outras.

 

- Estamos sendo invadidos pelas forças Alienígenas, comandante.

 

- Disparem contra elas!!!

 

- Não...!!! Não sabemos o que querem. Vamos esperar!

 

- Capitão! Preparem as aeronaves. Vamos caçá-los!

 

Sobre as ordens do comandante, o capitão das tropas, seguiu com receio do que estariam para enfrentar. Eles estavam em toda a parte, voando sobre suas cabeças, como vaga-lumes. Não colocavam ameaças, mas o zunido que emitiam de suas espécies de naves luzes, era assustador, e eles estavam aterrorizados, para seguir aquelas ordens do comandante. As tropas americanas tinham experimentado as amargas experiências da guerra, em 45, mas o que estavam para enfrentar agora era completamente fora do comum, ou talvez, fosse sobrenatural. Aquelas malditas bolas de luzes, pareçam estar querendo apenas assusta-los.

 

Algumas naves subiram aos céus perseguindo as bolas de luzes, mas não chegavam a alcançá-las, pois as maquinas voadoras, era dez vezes mais rápido, como nunca se viu.

 

- O que faremos General? Nossos homens nunca lidaram com tal força estranha.

 

- Não há nada que podemos fazer comandante. Apenas esperar.

 

Dos noves naves que seguiram para o norte, três voltaram, e depois lançam para dentro da fortaleza que cobria a fazenda.

 

- Veja Comandante! Elas baixaram na fazenda.

 

- Eu tinha razão. Eles estão sendo protegidos pelos extraterrestres.

 

- Precisamos encontrar uma maneira de entrar naquele lugar.

As três naves desceram dentro da fazenda de João retratista, por entre as árvores. Logo as luzes se apagam, não deixando rastros para os soldados que os perseguiam.

 

Locke apressou-se para abrir a porta, quando percebeu a descida das naves no pátio do rancho. Eles estavam lá. Quando saiu para fora, não avistou nada. Apenas a escuridão como breu. Seu pai logo sai até a porta, chamando-o.

 

- Filho. Eles estão aqui!

 

- O que...?

 

Logo se apressou para voltar para dentro o mais rápido possível. Quando entrou, havia três pessoas vestidas com roupas de preto, parado no, meio da sala.

 

- Estava nos procurando?

 

- Quem são vocês...?

 

- Eles já estiveram aqui antes, Locke. Não acho que sejam amigos. – Disse seu pai.

 

- Não se preocupe Pai. Eles são amigos.

- Mas, filho... Foram eles que o levaram daqui, há 2 anos.

 

- O tempo parece engraçado senhor João, para quem fica... Nem sempre é igual em todos os lugares. È por esta razão, que devemos conhecê-lo muito bem.

 

- Levaram meu filho, daqui menino. Depois ele retorna adulto, em poucos dias. O que fizeram com ele?

 

- O tempo, é um mistério. Podemos estar aqui, e ao mesmo tempo estar em diversos lugares diferentes, ao mesmo tempo. Então o que é o tempo...? È preciso escapar do tempo, para viver para sempre. E seu filho foi escolhido para viver fora do tempo e do espaço.

 

- Não... Irá levá-lo novamente!

 

- Ninguém os tirou daqui. Na verdade ele nunca esteve aqui. Isso que está vendo aqui, nem existe.

 

- Estão tentando manipula-lo filho. Não de ouvidos a eles.

 

- Meu pai... Deixe-nos, por favor. Eles estão aqui para nos ajudar.

 

O senhor João estava assustado, pois aqueles homens que estavam ali na sala, se vestiam de gente, mas por trás daquelas capas, existia seres bem diferente deles. Não poderia aceitar de forma pacifica que eles viessem na sua fazenda e levasse ele de volta.

 

- Não se preocupem, com meu pai. Ele está assustado, com toda esta agitação. Não compreende o propósito da missão.

 

- Você recebeu seu destino, e agora estamos aqui para cumprir o prometido.

 

- Sua gente lá fora, parece estar perturbada. – Disse outro.

 

- Notei que posso fazer coisas que antes não fazia. Podem me explicar o que aconteceu comigo?

 

- Aqui neste, lugar e neste tempo, não. Precisa vir conosco. Receberá as instruções finais para tornar-se um de nós.

 

 

Perturbado, com o que acabara de ouvir atrás da porta, o pai e a, mãe de Locke ficaram sem saber o que fazer, para resolver aquela situação. Tinha de fazer alguma coisa para impedir que eles levassem seu filho, de volta.

 

- O que faremos mulher?

 

- Não sei João. Mas, precisamos impedir que eles o levem daqui.

 

Os dois saem para fora, indo até a beira da porteira. Avistam os soldados que estavam lá fora, além da fortaleza. Eles se apressam para chegar até ele, e então quando saem da fazendo, o efeito da fortaleza se acaba.

 

- Alto!

 

O soldado apontou a arma para os dois, mandando que parassem.

 

- Onde está o General, Byrd? Precisamos falar com ele.

 

O soldado apressasse para levá-los até o comandante e o general, que estavam abrigados numa tenda a poucos metros dali.

 

- Ora, mas se não é o amiguinho dos ETS.

 

Disse o General quando avistou os dois, entrando na tenda.

 

- Precisamos de sua ajuda.

 

- Ajuda? Mas, achei que estavam sobre a proteção deles.

 

- O senhor não sabe um terço da historia toda.

 

- Meu filho retornou General. Precisa tirar ele de lá, antes que eles o levem.

 

- Está me dizendo que estavam sendo refém dos Alienígenas, lá dentro?

 

- Mais ou menos. Eles estão lá dentro, se quiser pega-los, deve ir agora.

 

- E a fortaleza? Nossos homens não conseguiram transpor a barreira, que está em volta de sua casa.

 

- Ela se desfez, quando nos passamos. Se vir conosco, poderão passar.

 

- Humm... Muito interessante.

 

Ele caminhou de um lado para outro.

- Capitão, prepare as tropas para entrar. A barreira está livre.

 

 

 

Os soldados se aprontaram, para penetrar através da barreira que os impedia de passar para dentro da fazenda, e então seguem agitados junto com os dois. Ele tinha razão. A força se desfez, quando os dois entraram. Os soldados entram um a um, correndo para montar guarda ao redor da casa.

 

- Agora chegou à hora de seguir-mos. - disse o homem de preto. Já sabe como se deslocar no espaço. Toda a força está nos dispositivo que está junto ao seu plexo solar. Deve apenas desviar seus pensamentos para ele, e ativar a força de atração, ativando a roupa especial que o fará deslocar no espaço tempo.

 

- Não tinha percebido um dispositivo no meu plexo solar.

 

- Ele não é visível durante a luz do dia. Veja você mesmo, agora. Ele está ativado.

 

Locke ergueu a camisa, e pode perceber que havia uma pequena luzinha em forma de disco no seu peito, dentro de seu corpo que transparecia para fora.

 

- Agora pense nela, e aumente o tamanho de sua força para fora. Isso irá causar uma força de propulsão de energia, que criará uma roupa especial ao redor de seu corpo. Com ela poderá projetar-se, até a nave mãe que está acima de nós, nos esperando.

 

Aquela era uma experiência que Locke sempre teve medo de realizar. Algumas vezes tinha sentido a impressão de que alguma coisa se estendia para fora de seu corpo, mas tinha receio. Agora poderia por esta capacidade, em pratica. E logo, que pensou na nova forma de energia que emergia de dentro para fora, uma roupa brilhante como fogo formou-se ao seu redor, e pode se deslocar para cima.

 

Uma entrada surpresa, porém interrompeu a fuga de um deles, que foi atingido pela bala do fuzil de um dos soldados. O ser caiu sobre a sala, antes que pudesse seguir seus amigos, que voaram com incrível rapidez, juntando-se com os outros, que os esperavam no céu.

 

- Eles estão fugindo!

 

Disse O retratista.

 

- Faça alguma coisa, General. Eles estão levando meu filho.

 

- Pegamos um deles.

 

O Comandante examinou o homem caído no chão.

 

- Está vivo.

 

- Não parece ser um extraterrestre. È um humano, como nós...?

 

- Talvez... Vamos levá-lo. Precisamos tirá-lo daqui o mais rápido possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo VII

 

 

As forças Americanas tinham montado uma base aérea na região de Santa Bárbara do Sul, com instalações pré-montadas trazidas dos EUA, com o propósito das pesquisas Ufológicas que vinha ocorrendo secretamente naquele lugar durante anos. Nunca uma instalação foi montada com tanta rapidez, em tão pouco tempo, principalmente por que a região em que estavam não apresentava recursos para as instalações aéreas. Mas o exercito Americano, vinha se preparado há bastante tempo para este dia. E tudo indicava que estavam preparados para os resultados que podiam obter.

Os subterrâneos de tubos de aço se estendiam em uma dimensão de 25 km, onde situava, a base central, abaixo do solo com profundidade de 300 m, mantendo-se assim longe do conhecimento das pessoas e autoridades locais. Os caminhões chegaram ao local cercado por cercas de arame, isolando a entrada da área, e cruzaram um alçapão, descendo pelo subterrâneo, que se estendia para baixo do subsolo.

Os caminhões estacionam no pavilhão da entrada, e o comandante apressou-se para que levassem a vítima o mais rápido possível para o laboratório da enfermaria. As salas espalhadas em diversas plataformas estavam dispostas em círculos, em três andares, aprofundando-se em outras câmaras que levavam para outras salas. Havia uma verdadeira fortaleza ali em baixo, com milhares de pessoas trabalhando.

A vitima tinha sido colocado sobre a mesa da enfermaria, onde os médicos, e cientistas, começaram uma cirurgia para tentar salvar a vida do extraterrestre. O homem que ali estava sobre a mesa de cirurgia, despertou logo a atenção dos médicos, pois quando examinaram com os aparelhos, perceberam que aquele estranho, não apresentava qualquer sinal dos órgãos internos. As evidencias médicas, indicavam que aquele homem não possuía nenhum órgão físico semelhante a um humano comum. Todas as tentativas de reanimá-lo com os recursos comuns da medicina eram em vão.

- O que aconteceu? – Perguntou o general Byrd, quando entrou na sala de cirurgia. Havia quatro médicos e dois enfermeiros.

- Não entendo. O sistema respiratório deste homem, não responde aos aparelhos médicos, convencionais.

- Como assim, Dr. Watson?

O Dr. Watson tinha mais ou menos 55 anos e cabelos grisalhos, estatura baixa e olhar penetrante. Em seus 35 anos de carreira profissional, todo estes anos, nunca tinha visto um paciente como aquele. Quando se voltou para o general, suas vista esmaeceram.

- Simplesmente não tem pulmões. Seu sistema imunológico é completamente diferente do nosso. Retiramos a bala que atingiu seu peito, mas não encontramos uma só gota de sangue, em suas veias.

- Ele está respirando?

- Pelo nariz, não.

- Está morto, então?

- Ele respira através dos poros da pele de seu corpo. Na verdade, há uma transpiração através da pele, e pelo que parece se alimenta através dos poros.

- Muito estranho... Encontraram algo mais?

- O que, por exemplo?

- Alguma espécie de dispositivo em seu corpo?

- Não. Mas por quê?

- Abram-no.

- O que...?

- Abram o corpo. Quero que encontre algum  dispositivo.

- Mas, comandante. Ele está vivo! Não será necessário abri-lo.

- Eu disse para abrir!

As palavras do comandante era de um tom áspero. O Doutor sabia que aquele não era um caso comum, e viu nos olhos do comandante um ar de certo mistério. Sabia que se não o fizesse, não descansaria até encontrar tal dispositivo no corpo daquele suposto humanóide.

O general Byrd, levantou as sobrancelhas levando o olhar desconfiado para a atitude do comandante Smith da agencia da CIA. Sua intolerância levantou suspeita, mas preferiu ficar calado. Deixou que ele se afastasse, e depois se aproximou do Dr. Watson, e disse:

- Mantenha-me informado sobre qualquer descoberta estranha neste humanóide.

- Pode deixar general.

Ele sabia que podia confiar no Dr. Watson, pois já tinham trabalhado juntos durante a guerra. O comandante Smith era um homem misterioso, e não conhecia nada de seu passado, ou sobre esta organização confidencial, que o presidente tinha criado. Não podia contrariá-lo, mas resolveu ficar de olhos abertos, por que aquela descoberta era muito importante não só por sua formação profissional, mas por que, era a chave para todos os enigmas ufológicos, que intrigaram durante a Segunda Guerra Mundial.

Sem levantar suspeita, o comandante Smith afastou-se para os corredores vazios dos túneis do subterrâneo da base, e entrou no refeitório. Foi até o balcão, e pediu um café. Acendeu um cigarro. Tinha olhar preocupado, e sem levantar suspeita, acionou um botão no relógio, e falou:

 - Me encontre no meu alojamento ás nove.

 

Nove em ponto, três batidas tocaram suavemente a porta do alojamento 43, da base. O comandante abriu. Certificou-se de que não havia ninguém nos corredores, depois fechou rapidamente, com um olhar tremulo. E disse:

 

- Frankfurt, meu velho. Ninguém o seguiu?

- Fique tranqüilo camarada. – Frangiu a sobrancelha branca. Deveria ter uns 45 cinco anos bem posto, rosto comprido, e cabelos brancos, raspados. Os olhos ozuis penetrantes, não escondiam sua nacionalidade. Era Alemão.

- O que encontrou? – Disse ele

- Está tudo sobre controle, cara camarada. Estamos próximo à missão final. Avise o Chanceler, que logo darei notícias.

- Espero que sim, cara camarada, Smith. O Chanceler, não gosta de esperar, por aquilo que deseja. Se em dois dias, não conseguir a dispositivo, a missão terá chegado ao final. E você sabe o que acontece quando o chanceler fica zangado... Não sabe?

- Está bem. – Ele respirou fundo, andou até o balcão e pegou uma garrafa de vinho branco, e serviu duas taças. – Vamos brindar. Em dois dias eu estarei com o dispositivo.

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo VIII

 

 

 Richard Byrd, tinha ido até a cidade passar um telefonema para Nova York. Quando voltava, o rádio amador dissera que tinha uma ligação urgente da base. Ele deu ordens ao motorista que se apressasse para a base militar o mais rápido possível. Pelo tom de voz do Dr. Watson, só revelaria quando chegasse ao local, pessoalmente. Byrd sabia que aquele achado poderia mudar o curso da historia humana para sempre. Não era todo o dia que tinha nas mãos, uma prova de que uma inteligência fora de nosso planeta, estava entre nós. E se ele estivesse certo, poderia ser o primeiro humano a desvendar um mistério que intriga a humanidade há séculos. Estamos sós?

O general chegou aos subterrâneos da base secreta Americana as 03h00min h da tarde. As salas ventiladas pareciam emanar um ar frio de inverno pelos corredores, quando entrou. Ele entrou na sala. Havia uma mesa grande, onde todos os 10 membros da missão estavam reunidos. Inclusive, o Presidente. Ele tirou o chapéu, em reverencia, mas não podia deixar vazar de seus lábios, a surpresa:

- Presidente, Trumam...? Como chegou, até aqui?

O presidente estava posto na ponta da mesa, junto dele uma comitiva composta de governador, secretário etc. O comandante Smith, e seus companheiros da agencia, estava disposto daquela reunião.

- Não importa General Byrd. – Disse o presidente. – Esta missão é importante demais para me manter afastado. Quero acompanhar tudo de perto, daqui para frente.

- Claro senhor presidente. O Dr. Watson estava justamente para dizer algo...?

- È, bem senhores. Se me permitem, tenho uma revelação a fazer sobre o tal Alien.

- Pois fale Dr. Creio que o senhor presidente não veio de tão longe, para escutar ladainhas.

O tom de voz do comandante Smith demonstrava ironia. O presidente olhou para ele e mandou-o calar-se.

- Senhor Smith. Por favor. Contenha-se!

- Bem como ia dizendo, encontrei algo, que parece ser uma plaqueta de um material nunca vista na terra antes. Nossas análises químicas revelam que é feito de um material, ainda não decifrado pela atual ciência.

- E o que é Doutor? – Disse o presidente.

- Nosso laboratório ainda não conseguiu realizar todas as análises, do material retirado do hominídeo.

- O senhor, disse retirado? – Insistiu o presidente

- Sim. Foi retirado de dentro de seu corpo. Como vocês podem ver nestas fotos, mostradas no slide.

Enquanto o slide ia revelando as fotos tiradas durante a cirurgia, em que mostrava o local onde se encontrava o objeto prateado em forma de disco, sobre o peito do extraterrestre.

- Logo depois que retiramos este disco, o hominídeos, morreu. Parece que o disco, era uma espécie de fonte de vida para ele, eu não sei.

- Então o disco, era uma fonte de energia para sua sobrevivência aqui na terra?

- Talvez.

- Onde está o disco?

O Doutor Watson, mandou que seus assistentes, trouxessem o objeto. Logo, uma das doutoras que acompanhou o caso, trouxe uma caixinha sobre as mãos.

- Dentro deste pequeno baú, está o maior mistério, que jamais se viu. Senhores preparem-se. Pois o que virão agora, deixarão perplexos.

A sala ficou completamente em silencio, quando de repente sobre a expectativa, a luz se apaga. Houve tumultuo.

- Silencio. – Disse o Doutor. – Só pode ser visto com a luz apagada.

A caixa se abriu, e então a forma discóide brilhou trás-parecendendo uma luz branca. Todos estavam estupefatos, com o brilho da luz.

- Não... Mecham-se... - Continuou o doutor, a surpresa de todos. – Esperem, e vejam a maravilha, que temos aqui.

O pequeno disco se elevou a cima da caixinha, e por algum instante pairou no espaço, para o espanto de todos, e depois, como se escolhesse um alvo partiu em disparada girando sobre o corpo de alguns que estavam ali na sala. Enquanto, os outros estavam assustados.

- Que diabo. É isso Doutor...?

Gritou o presidente, quando a coisa vinha para cima dele.

- Não fiquem com medo. Podem assustá-la. Esta coisinha parece ter vida própria, e o pior é que, ela embala os sentidos de nossa alma com harmonia, como nunca se viu.

A luz logo se apagou, e o fenômeno desapareceu. Restando apenas um disco prateado, sobre a caixa semi-aberta, quando a luz se ascendeu na sala.

- Nossa.  O que foi isso?

Disse o General Byrd. Todos tinham sentido a mesma experiência. Uma forma de energia vibrava como corrente elétrica ao redor de sua pele.

- Este objeto precisa ser mantido em segredo.

Disse o presidente.

- Este achado pode ser uma nova fonte de energia. Muito mais poderosa que a forma nuclear. – Disse o Físico Albert, que acompanhava a missão.

- E o que mos poderia fazer com isso, Dr. Albert?

- Imagine uma fonte de energia como esta que nunca se acaba? Poderíamos construir base aérea no espaço, e naves como as deles. Já Pensaram nisso?  

- Mas ainda não compreendamos como ela interage, com a matéria, Dr. Albert. – Disse o Doutor Watson.

- A teoria da relatividade. Veja só como o universo pode ser desdobrado, com massa que se acelera no espaço a velocidade da luz. Ela se torna luz.

Enquanto o Dr. Albert explicava a sua teoria quântica, o General Byrd pensou duas vezes em relatar o que sabia sobre o caso do garoto levado pelos extraterrestres, mas achou melhor se calar. Após a reunião foram se confraternizar no salão principal, junto a todas as autoridades. Mas, não avistou o comandante Smith. O presidente estava bem disposto ouvindo as teorias dos cientistas que aguçavam sua imaginação quanto às possibilidades da nova descoberta.

Enquanto todos estavam distraídos no salão sobre o som harmonioso de uma música, o presidente se levanta e diz:

- Quero que levem o objeto para EUA. Agora, mesmo. Vamos partir.

Aquelas ordens poderiam afastar da busca final, que o general Byrd, estava buscando. Então, resolveu ir convencer o presidente a mudar de idéia.

- Acho que estamos no caminho certo, presidente. Mas, precisamos ficar aqui, para podermos desvendar o resto.

- Sabe mais alguma coisa, general Byrd?

- A casa onde mora o retratista. È lá o ponto deles.

- Por que acha isso?

- O filho deles, foi levado com um dos OVNIS. Podemos descobrir mais ficando aqui, senhor.

- Humm... Talvez. Se você garante que desvendará a chave deste enigma, nos ficamos mais três semanas. Enquanto isso, nossos cientistas irão testar as possibilidades deste novo objeto.

 

 

 

 

 

Capitulo IX

 

 

O general Byrd precisava saber de que lado eles estavam? Precisava ir o mais rápido possível até aquela fazenda e arrancar a verdade do retratista antes que o tempo se esgotasse. Talvez ele não soubesse realmente o que estava ocorrendo por trás, de tudo. Mas, ele sabia ou pelo menos suspeitava de que houvesse alguma ligação com o comando Nazista, e o Terceiro Reich. Tinha ido pessoalmente chefiar uma busca na região do Pólo Sul da Antártica á dois anos atrás, quando tudo começou.  Se os extraterrestres estivessem por trás de todos os acontecimentos nazistas, então eles estariam fritos. Não queria nem pensar no que isso iria dar. Certamente, que isso não poderia ser verdade. Pois, pense uma coisa. Se o Nazismo fosse abastecido por alguma força Alienígena, vindo de fora, por que não venceram a guerra? E se o Quarto Reich existisse realmente, em alguma região do Pólo Sul, porque, manténs escondido até hoje. Não, o que aconteceu naquela região está envolvido com as forças Alienígenas, e não com o nazismo.

Quanto mais pensava neste assunto, o general Byrd ficava mais intrigado. E o desaparecimento do filho do retratista por uma segunda vez? Tudo lhe parecia muito estranho. Precisava encontrá-lo para descobrir muitas coisas ligadas aos extraterrestres. Mas, o que estava mais lhe intrigando no momento era algo a respeito do comandante Smith, do serviço secreto. Como ele sabia que existia um dispositivo, no corpo daquele ET, abatido pela bala de sua arma? Era muito estranho a sua obsessão. Precisava investigar, pois já não mais confiava naqueles agentes da CIA. Tinha algo de podre no ar.

 

Enquanto estava a caminho da fazenda do retratista a uma milha pelas estradas empoeiradas de Figueiras, mergulhado em seus pensamentos, não percebeu que estava sendo seguido, á algum tempo. Tão logo observou pelo retrovisor do carro, tentou despista-los, acelerando. Não pode ver se era algum veículo do exercito. Ainda estavam muito longe. Logo que desviou entre os morros, não mais os avistou. Estava de volta só pela estrada. A certa altura que seria difícil, eles alcançarem. Não queria que ninguém, viesse junto, até a casa do retratista. Mesmo que fosse algum soldado a mando dos agentes da CIA. Tinha de chegar sozinho, e falar com o retratista a respeito de seu filho. Sabia que o homem, não abriria o bico, para mais ninguém do exercito, a não ser para ele.

Após percorrer mais algumas milhas, percebe que seu carro estava sem freios. Estava nas estreitas vias das pradarias, a beira de uma ribanceira. As curvas perigosas começaram a surgir, e Byrd, embora fosse excelente motorista, sabia que se não conseguisse diminuir a velocidade de seu carro, uma tragédia poderia ocorrer. Por várias vezes tentou os freios, mas não obteve respostas. Agora era questão de segundos, para que o pior ocorresse. Um suor frio escorria por seu rosto, quando percebeu que não lhe restariam à mínima chance. Mesmo que escapasse com vida daquele acidente, estaria perdido nas garras de algum animal selvagem, lá em baixo no precipício.

As rodas do carro por diversas vezes, perambulavam para lá e para cá, trepidando entre as pedras. Era agora. Pensava ele quando seus olhos desviavam para o precipício que pareceria não ter fim. Uma angustia bateu em seu peito, e então fechou os olhos, para o que estava por vir.

 

 

A imagem refletia uma visão embaraçada, daquela triste cena, a uma milha, nas lentes curiosas de um observador, muito sarcás. Estava a algum tempo seguindo aquele carro, sem se importar em alcançá-lo. Quando seus lábios expressam um ar aliviado, do que acabara de ver. Baixou o binóculo, e sentou no carro. E disse:

- Está Acabado! Podemos ir. Estamos livres daquele espertinho do General.

- E se descobrirem que os freios foram cortados, quando encontrarem o corpo, Comandantes?

- Aí então estaremos longe, daqui. Agora, vamos voltar para a base, e pegar o que nos pertence.

- O disco...

 

 

 

Byrd, quando acordou, estava deitado a alguns metros dos destroços de seu carro. Não acreditava que estava vivo. Levantou-se assustado, para firmar-se de que não estava sonhando. Não havia nenhum arranhão no seu corpo. Olhou para a ribanceira, sentiu vertigem. Era um milagre estar vivo e sem nenhum ferimento. Era difícil de acreditar, que isso seria possível. Andou em volta, para ver seu carro, estava em chamas. Seus olhos estavam assustados, quando percebeu que estava na mata virgem. Não avistou ninguém. Não entendia como podia ter sobrevivido a uma queda tão alta.

Quando se aproximou para analisar algumas peças do carro, alguém diz:

- Os freios foram cortados!

Byrd voltou-se rápido para trás. O rapaz estava sentado em cima de uma pedra.

- O que? Que disse?

- Pude ver os freios antes que o carro caísse na ribanceira. Ele foi cortado, propositalmente.

- Quem... O faria?

Aproximou-se, com olhar atento ao estranho que parecia estar distraído.

- Seus amigos.

- Como sabe? E quem é você?

- Meu nome é Locke. Salvei você.

- Como... Salvou-me, Locke? Retirou-me dos destroços antes que o carro pegasse fogo! – Afirmou o general.

Ele desceu da pedra, num salto. Era jovem e forte.

- Não. Foi bem antes que isso pudesse ocorrer.

- Antes... Não estou entendendo?

- Você estava desacordado, quando eu o retirei do carro. Eles tinham um bom motivo para destruir você.

- Estou confuso... – Disse Byrd, assustado com as afirmações daquele estranho jovem que ali estava parado, como pedra em sua frente. – Como pode me tirar do carro antes que ele caísse?

- Não importa. – disse ele, astutamente. – Não fiz com intenção de poupá-lo. Você possui algo que não lhes pertencem. E deve devolvê-lo, o mais rápido possível para seu dono.

Byrd pode ver naquelas palavras, um tom de ordem. Aquele estranho que ali estava, parecia estar nervoso. E isso lhe pos medo.

- Não entendo o que está falando? Por que está dizendo isso? O que posso possuir que lhe pertences?

- Sabes, muito bem do que se trata general, Byrd. Sei que você é, por que está a minha procura.

Agora começava a compreender o que estava se passando.

- Locke... Agora sei quem você é... Locke... O filho do... Retratista.

- Ouça! Devolvam o disco solar, ao meu amigo. Antes que seja tarde.

- Como... O disco, solar... Não sei do que está falando.

- Vocês o retiraram de um de meus amigos. Não compreendem o risco que isso poderá acarretar se não o devolver, imediatamente a seu dono.

- Sim... Estou entendendo. O disco prateado, retirado do corpo do alienígena. Então, já sabem? Você é o filho do retratista, abduzido pelos extraterrestres. Por que eles querem você?

Locke caminhou para ele. Olhou em seus olhos. Depois com um gesto, levantou o general, alguns centímetros do chão. Segurou-o sem tocar em seu corpo. Tinha os olhos faiscantes:

- Não mais um filho deste mundo! – Disse ele, caminhando ao redor do seu corpo flutuante.

O general estava confuso. Como ele poderia suspender no espaço, como se tivesse uma força fora do comum? Talvez, os extraterrestres estivessem por perto, ou estariam ali com ele, de alguma forma.

- Ih, calma... Rapaz tenha calma. – Sua voz mal podia sair da sua boca.

Então, o ar que o sufocava, volta ao normal, e seu corpo, cai ao chão. O Jovem que ali estava parecia não estar brincando.

- Obrigado... – Disse o general alivia, quando já se recompunha. – O disco voltará para seu dono. Eu prometo. Salvou minha vida. Como, poderei esquecer isso? Sei que parece confuso. Mas, estou de seu lado.  

- Então, devolva o disco solar, a meu amigo.

- Seu amigo, está morto. Ele morreu logo que o disco foi retirado de seu corpo. Aquele disco é muito poderoso, Locke. Sabe como funciona? Isto é muito importante, sabe. Se você conhece a força dos Alienígenas... Poderá vir comigo até a base, e mostrar como funciona a força daquele disco.  Você é um de nós, não pode ignorar este fato.

- O disco, não pertence a vocês, ou a esse mundo.

- Mas, será que não entende? Aquela peça é de extrema importância para a descoberta humana. Meu rapaz, seu pai me contou a sua historia.

- Que sabe sobre mim?

- Sei que foi abduzido pelos extraterrestres. Posso ajudar a reconquistar sua memória.

- Ouça! Diga a seus amigos, para soltarem meu amigo, ao cair da noite. Estaremos esperando.

- Como saberemos que estão chegando?

- As luzes no céu.

- Os discos voadores?

- As luzes, se alinharão à meia noite de hoje. Recoloque o disco solar sobre o corpo do meu amigo, e deixem o resto com a força do disco.

- Está bem... Eu farei o que manda. Tem certeza que esta noite eles virão até a base?

- Sim... A meia noite.

O general voltou-se para o lado, e não mais avistou o jovem que desapareceu num piscar de olhos, sem deixar rastros. Para onde teria ido? E tão rápido.  

O que estaria acontecendo, afinal? O filho do retratista estava envolvido com os extraterrestres, ou ele era um deles? O que o tornava tão poderoso com aquela força? Teria a ver com o estranho disco, que estava em poder da força aérea dos EUA? E se aquele disco.  Disco solar... Retirado do corpo do Alienígena fosse uma espécie de bateria eletromagnética, que em poder de alguém, daria certo controle, sobre uma energia igual, aos dos extraterrestres?  Então, estariam a um passo de uma descoberta super-humana.

Perguntas e mais perguntas, vinham em sua mente aos montes, mas o que mais lhe preocupava naquele momento, era como iria voltar até a base aérea, a pé? Estava a 15 km de distancia da base. Precisava chegar lá antes do anoitecer. Não tinha jeito. Teria de percorrer a pé aquele caminho de volta. Se levasse sorte, alguém apareceria pela estrada.

Andou horas, e nada. Suas pernas estavam exaustas, e o sapato pegando fogo. Sentou-se um pouco, aliviando seu cansaço, e olhou para o infinito. Nenhuma alma viva. Por que o rapaz, não o ajudou, a chegar mais depressa no seu destino? Ah, mas aquela historia do disco prateado, estava muito esquisito. Não estava muito certo se iria devolver aos extraterrestres. Afinal, era um achado fenomenal.

Quando menos esperou, estava chegando à base aérea da força armada dos EUA, nas encostas das pradarias. Respirou aliviado. Estava de volta finalmente.  Uma dúvida o importunava por final, quando entrou nos portões da base. Os freios de seu carro. E se eles foram realmente cortados, então, foi proposital? Alguém tinha o interesse de tirá-lo fora de cena. Quem e por que alguém teria interesse de matá-lo? Seu carro, não esteve fora dos estabelecimentos da base, então isso significava que o assassino, estava ali dentro da base.  Já tinha quase certeza de quem seria esta pessoa interessada em acabar com sua vida. Caminhou para o gabinete do presidente, onde iria contar tudo:

- Senhor presidente. – Disse quando entrou. O presidente estava bem confortado, acompanhado de quatro lindas garotas, que lhe agraciavam.

- Então está de volta, general...? Aproxime-se. Aceita um charuto?

- Tenho novidades, senhor.

- Novidades? Que maravilha. – Disse ele alegre. – Meninas, por favor, nos dêem licenças, um, minutinho. – Então...?

- Encontrei o filho do retratista abduzido pelos alienígenas, de que lhe falei.

-E quais são as novidades?

- Eles querem que devolvam o disco.

- Devolver? Você sai para solucionar o mistério, e buscar respostas, para este enigma, e diz que eles querem que devolvam? Que brincadeira é essa?

- Sim, senhor presidente. Hoje à noite. Eles virão buscar.

O presidente tinha o olhar pensativo, e tolerante. Balançou a cabeça, e disse:

- Os Alienígenas virão buscar pessoalmente?

- Sim.

- A que horas?

- Meia noite.

-Humm... – Coçou o queixo pensativo. – Precisamos pensar em algo.

- Tem mais uma coisinha, senhor presidente.

- O que é...

- Sofri uma tentativa de assassinato hoje.

- Assassinato? Como foi?

- Alguém cortou os freios do meu carro.

- Muito estranho, por que alguém faria isso?

- Não sei. Mas, posso imaginar.

- Tem a ver com o disco...?

- Pode ser senhor. Sabe onde está o comandante Smith?

- Eu o vi agora pouco. Disse que iria, dar uma olhada no disco, quando o encontrei.

- Ele foi sozinho, para a sala do disco?

- Ele, e meus outros dois agentes.

- Essa não...

- O que foi general, Byrd?

- Precisamos, encontra-lo, antes que cheguem até a sala do disco!

- O que...?

O General sai correndo, seguido pelo presidente. Ele pede que acione o alarme, e fechem todas as saídas do prédio “D”. Onde se encontrava a sala do disco solar. O alarme foi acionado. Todas as saídas, imediatamente foram trancadas.

 

- Diabos. – Disse o comandante Smith quando as portas de aço se fecharam atrás de si. Estava dentro da sala onde estava guardado o disco solar, no cofre. Os três agentes, já estavam de posse do disco. – Eles descobriram...!

- Então o que faremos comandante? – Disse o agente, Montanha, assustado.

- Precisamos sair daqui, rápido! – Venham, conheço uma saída.

- Como descobriram de nosso plano?

- Não faço a mínima idéia! Vamos sair por ali.

Eles olharam para cima de suas cabeça. A escotilha de emergência, era a única saída por onde poderiam escapar da sala das máquinas. As caneletas eram as passagens de ar apara os subterrâneos, e elas o levariam para fora dos compartimentos bem antes que eles suspeitassem.

Quando o general e o presidente chegam ao laboratório, encontraram o Doutor Watson caído ao chão. O laboratório estava todo destruído.

- O que aconteceu?

Perguntou o general, quando examinava o doutor Watson, que parecia estar ferido. Tinha um ferimento na cabeça.

- Eles... Levaram o disco. – Tinha as palavras pesadas, mal saídas pela boca ensangüentada.

- Foi o comandante Smith?

- Sim...

O Presidente estava confuso e ao mesmo tempo com raiva. Pois tinha confiado seu, maior segredo a um crápula, como o comandante Smith, para chefiar a sua agencia de espionagem.

- General!  Precisamos encontrá-lo.

- Vou pega-lo, senhor. Não há dúvida que ele foi o responsável por meu atentado.

Todas as saídas foram trancadas. As imagens nas telas dos computadores, revelaram a presenças de pessoas nas escotilhas de ar, nos subterrâneos.

- Senhor. – Disse um soldado, mostrando as imagens na tela do computador. – Eles estão na saída das escotilhas de ar.

- Precisamos fechar a saída.

- Não podemos senhor. Se fecharmos à entrada de ar nas escotilhas, morreremos sufocados.

- Eles não conseguirão passar pelas escotilhas, senhor.

- Os termos geradores?

- Sim. A ventoinha gigante. Não há como passar.

- Vejam! Eles se aproximaram dos geradores.

- Mandem alguns soldados para lá imediatamente.

Os soldados entram nas escotilhas, para surpreender os três fugitivos. Mas quando chegam ao local, tem uma surpresa:

- General? Não vai acreditar.

- O que aconteceu? – Disse impaciente, pelos interfones.

- “Eles não estão aqui”!

- O que? Como não estão aí? Vasculhem direito.

- Eles escaparam. Não sei como, mas conseguiram!

- Isso é impossível. Como teriam conseguido passar pelas hélices do gerador?

- Talvez, o disco os tenha ajudado.

- Talvez, mas como?

- O que faremos? – disse o Doutor Watson. – Eles estão em poder de uma tecnologia poderosa. E por que roubariam algo de interesse do governo?

- A pergunta é quem está por trás?

- General! – Disse um soldado que se aproximava. – Não há vestígios algum deles, nas redondezas. Eles simplesmente evaporam.

- Os radares, não os encontraram?

- Nenhum sinal, deles.

- Muito estranho. Sem pistas do paradeiro deles, e sem o disco. O que faremos? Os extraterrestres logo chegarão. O que faremos?

- Não temos saída general. – Disse o Doutor Watson.

- Você disse que o extraterrestre viria hoje para pegar o objeto, general?

- Exatamente a meia noite.

- Eu tenho um plano, general. Vamos pegar estes malditos extraterrestres, custe o que custar.

- Um plano...? Mas, não temos o disco. Como atrairemos os extraterrestres? Esqueceu que eles têm a ajuda de um humano?

- O filho do fazendeiro? Perfeito! – Disse o presidente estonteante, em alegria. – Se o filho do fazendeiro está do lado dos extraterrestres, então precisamos passar para o nosso lado.

- Como? – Disse o general confuso.

- Tragam os pais dele, para cá. Vamos mantê-los sobre nosso cativeiro, e ele vai ter que se entregar.

- Faze-los prisioneiro?  - Disse o general, surpreso. - Acho que isso poderia deixá-lo zangado, isso seria muito perigoso. Não conhece a força que eles possuem senhor presidente.

- Mas, temos um deles, aqui.

- Não temos o disco!

- Eles não sabem. Faça o que eu disse! Tragam os pais daquele infeliz!

 

 

************************************************

 

Já era 20h30min, quando o caminhão do exercito se aproximou da fazenda do retratista. O general seguido por uma escolta de soldados aproximou-se da porta e bateu:

- Senhor, João. – Disse, quando o retratista abriu a porta. Trazia na mão esquerda uma lamparina. – È preciso que nos acompanhe. È sobre seu filho. Estive com ele.

 

*******************      ***   *********************

 

Aquele homem era a única chance que o pobre retratista tinha em rever seu filho. Já não sabia mais a quem recorrer. Seu filho tinha sido levado pelos extraterrestres por duas vezes, e agora eles o teriam dominado sua mente também. Pois já não mais o reconhecia.  Eles teriam feito alguma lavagem cerebral na cabeça de seu filho.

Mas quando chegam à base, as coisas não eram bem como lhe pareciam. O retratista não encontrou o seu filho, e somente a hostilidade o aguardava:

- Que fizeram com meu filho? – Disse irritado, quando dois soldados o agarram.

- Mandem solta-lo, senhor presidente. – disse o general, quando os soldados mantinham o retratista preso. – Não foi o combinado.

- Hora, general. Nem sempre as coisas saem como o esperado. È a única maneira de atrair aquele degenerado. Manter seus pais no cativeiro.

Uma plataforma baixou sobre os dois, contendo uma gaiola de aço.

- Vamos ver até onde vai à capacidade de seu aminho.

- Não sabe com o que está lidando, senhor. Não espera que eles sejam hostis.

- Vamos ver.

Chegada à hora final. O relógio estava marcando exatamente meia noite. Tudo estava sendo feito conforme as ordens do presidente, agora. Ele estava no comando. Os dois prisioneiros era o triunfo que teriam caso o plano desse errado, quando os extraterrestres chegassem. Pela primeira vez, a força armada dos Estados Unidos, iriam finalmente fazer contato. Armaram ao redor da base aérea, uma cerca humana feita pelos 3000 soldados, que estavam espalhados pelos arredores, todos armados até os dentes. Nenhuma força humana seria capaz de passar por eles. No centro da base onde se encontrava o pavilhão de entrada, colocaram o corpo do humanóide sem vida, em uma mesa de vidro. Ele estava morto a mais de dois dias. Desta forma atrairiam a atenção deles.

Tudo estava calma lá fora. A lua estava no alto emitindo uma luz tênue e fria na calada da noite, enquanto a guarda montada ao redor da cúpula da base aérea estava atenta olhando para os céus. A qualquer momento alguma coisa apareceria, diziam alguns deles comentando, uns com os outros.  Os comentários passavam de boca em boca, mas não sabiam ao certo o que seria. Alguns diziam que era uma frota de discos voadores. Outros, porém, não acreditava  nisso. Estavam esperando algo mais, como uma invasão aérea dos nazistas. Mas, suas cabeças estavam atormentadas, com os fenômenos Ufológicos que vinha acontecendo naquela região, e todos não sabiam ao certo o que esperar.

Quando, porém, todos estavam sobre a beira do sono, uma luz suave surge no alto, despertando seus sonos.

- Capitão. Olhe. Eu vi algo lá.

Depois uma outra luz apareceu juntando-se a outra.

Os soldados ficaram postos atentos, com armas em punho. Passaram à notícia a estação central.

-Eles chegaram.

Uma fileira de luzes surgiu nos céus em circulo, numa extensão gigante. Depois as luzes começaram a girar em velocidade estonteante, emitindo um som agudo, como de um trovão. Todos estavam assustados, sem saber o que fazer em expectativas daquele misterioso fenômeno. Alguns soldados correm escondendo-se de alguns arbustres. 

Logo depois, uma das bolas de luzes, desceu dos céus separando-se das outras, seguindo em direção à base militar, desaparecendo para dentro dos complexos subterrâneos. Seguiu-se mais outra, e depois mais outra. E então, uma fileira de luzes coloridas, desprendeu todas enfileiradas, mas não seguiram o mesmo destino das outras. Porém, vieram como vaga-lumes, para cima dos soldados, espalhando terror,, nos olhares curiosos dos demais. Estavam sendo atacados, gritavam uns atemorizados, com os espectros de luzes que vinham e desapareciam de suas vistas. As bolas de fogo, era o que se pareciam, confundiam os soldados, que atiravam a esmos, sem atingir alvo algum.

Enquanto lá fora, os soldados estavam atormentados pelas bolas de fogos voadoras, ali dentro, uma surpreendente cena, revelava-se diante dos olhos curiosos dos militares. Os quatros bolas de fogo que entraram no subterrâneo da base aérea, moldam a aparição de figuras humanas, diante dos olhos estupefatos deles. Quatro figuras sinistras, com roupas douradas, e um símbolo prateado de um disco no peito, aparecem no salão central um deles, tinha aparência conhecida. Era Locke, que estava à frente, quando se aproximou da platéia.

Os três restantes ficaram imóveis logo atrás, quando Locke disse:

- Onde está o disco solar?

A comitiva de graduados militares, inclusive o presidente, aparecem, saindo de seus esconderijos. Estavam surpresos com a aparência deles. Esperavam algo semelhante ao que estavam acostumados a ver nas telas do cinema. Os Seres que ali estavam não tinham alguma aparência estranha. Alias, eram bem aperfeiçoados, com exceção das roupas esquisitas. Diriam até que eram humanos.

- Sejam bem vindos senhores... – Disse o presidente logo a seguir, acenando com a mão. – Ou, o que quer que sejam. Bem vindo à estação central, militar dos EUA.

- Eu sou o presidente. Sou o chefe, responsável, por meu povo. O que precisar, pode dirigir-se a mim.

Os seres que ali estavam não tinham interesses em cordialidades. Aproximam-se da mesa onde estava o companheiro morto, e então um deles, diz:

- O disco Solar. Precisamos recolocar o disco em seu peito.

- O homem chamado Byrd. Prometeu devolver o disco, onde está ele?

- Sinto, mas o disco foi roubado. Não está mais em nosso poder.

- O Sistema do G.O - veio buscar o que lhe pertence. Entreguem agora, para que possamos voltar em paz.

- Mas, foi roubado.

Locke informou a seus companheiros o que o general lhe falava. Os seres, Alienígenas, não ficam satisfeitos, com a resposta.

 - Então, o disco é importante pra vocês? – Interveio de repente o presidente. – Eu tenho uma solução.

Locke voltou-se surpreso, junto com os demais companheiros.

- Se nos mostrar como funciona esta tecnologia de vocês, nos poderemos fazer uma troca...

Eles estavam surpresos com a atitude daquele homemzinho.

Depois, uma cortina que cobria a cúpula onde estava os dois prisioneiros se eleva, para surpresa de Locke.

- Por eles...!

- Pai, Mãe...? 

- Vejo que estes dois são importantes para você, rapaz? Acho que podemos nos entender, que acha?

- Filho! – Gritou o retratista. –

- Muito bem.  Não irá acontecer nada a seus pais. A menos que você diga a seus amigos, para cooperarem.

- Solte meus pais.

- Tudo bem. Eles serão soltos, em troca, da ajuda de vocês.

- E o que quer, em troca?

- Apenas que um de vocês fique, e responda algumas perguntas.

Alguns soldados, porém se aproximaram para render os humanóides. Quando subitamente, são surpreendidos por uma onda eletromagnética em suas mentes. Logo foram desarmados, pela força eletromagnética que jogo-as longe.

- Sabe que não tem a mínima chance com a força do Sistema. Mas, o conselho do G.O se submeterá as perguntas.

- Muito bem. Você promete que irá cooperar?

- Minha palavra é a palavra do Sistema.

- Então podem soltar os reféns.

Logo os dois são soltos. E para surpresa, de todos, Locke, cria um campo magnético ao redor dos dois, e estes desaparecem do salão.

- O que aconteceu com eles? – Perguntou o General Byrd.

- Mandei-os de volta para casa.

O general compreende a força que os extraterrestres possuíam ia muito além da compreensão humana. Agora sabia que eles estavam em missão de paz, pois não era a chantagem do presidente que o fizeram cooperar, com as forças Americanas. Por alguma razão eles estavam ali, em missão de paz.

- Obrigado. – disse Byrd. – Esperamos muito tempo para um contato com os alienígenas. E agora vocês estão aqui. Tenho tantas perguntas... Mas, não sei por onde começar.

- Talvez, pode começar a não nos chamar de extraterrestres.

- Disse um deles aproximando-se. Finalmente, estavam dispostos a falar:

- Sei que esperavam encontrar uma forma de vida inteligente, com longos braços, e corpos verdes, olhos grandes. Sim, eles existem, mas em suas mentes. Não somos extraterrestres e nunca, fomos. A única razão para não nos vermos, é uma dimensão hiper-espacial, que nos separa.

- Então, quem são vocês e de onde vem?

- Nosso sistema pertence à terceira galáxia depois desta, num planeta chamado “Gala Menor”. Nosso povo vive da luz própria extraída do Sol interno, em cada Galaniano. Ao contrario de vocês que vive de um único sol, disposto nos astros, o nosso mundo, existem pequenos sois dentro do corpo de cada um, fazendo-os uma luz menor. Todas as luzes menores compõem uma luz maior que chamamos de Gala Maior. Desta forma, podemos nos deslocar no tempo espaço, sem auxilio de uma energia extra como vocês estão costumados, a fazer quando querem se deslocar no espaço.

- Está dizendo, que não necessitam de energia ou veículos para se deslocar, no espaço?

Interromperam o Doutor Watson, quase que com o coração saindo pela boca. Todos que ali estavam, ouviam com curiosidade.

- Sim. Não precisamos de veículos, para percorrer o espaço. Nosso corpo transmuta-se em energia, e a luz viaja o tempo e o espaço independente dos corpos. Basta interagir a energia de o disco solar interno em cada galaniano.

- Então o disco encontrado no corpo do seu amigo, morto é a fonte de energia?

- Na verdade, aquele disco, apenas é um gerador de energia, para o tempo em que estivermos neste mundo. Não precisamos deles, em nosso mundo. O disco extrai a energia deste mundo e converte em energia própria para nossos Galaniano poderem sobreviver neste planeta. È por esta razão que o disco deve retornar para o corpo do galaniano, e devolver a energia a seu corpo, para poder retornar a nosso mundo.

- Aquele disco, pode devolver a vida?

- O disco solar, está programado para durar para sempre. Uma espécie de bateria, com capacidade de nunca se destruir. Em seu mundo, ele pode manter a vida humana para sempre. Seu poder de transformação é muito grande, e em mãos erradas, poderia causar a destruição deste mundo.

- Então aquele disco, pode dar a vida eterna a um humano?

- Sim. Muito mais que isso. Ele poderá dar um poder incalculável a um mortal.

- Igual ao filho do retratista? – Disse o General por final.

- Não. Locke é apenas um dos agentes que atuam como missionários neste mundo. Muitos de vocês são chamados para prosperar a nossa obra, de luz. De tempo em tempo, nossos agentes secretos, misturam-se com os humanos, para mostrar um caminho de luz, e a segurar-lhes proteção. Sempre estivemos entre vocês, misturando-se nossas raças. Todos vocês, possuem o disco de luz no interior de seus corpos. Pois, um dia, todos ascenderão para a grande luz, de Gala. Estes discos foram colocados em seus corpos, quando vocês nasceram. Todo o humano o tem. Este é o trabalho que realizamos no seu, mundo. Proteger os escolhidos entre vos, quando estiverem prontos.     

- Então vocês atuam na terra como uma proteção a nosso mundo? Mas por quê?

- O povo da terra foi colocado neste planeta para despertar o sol menor. Como disse todo o povo da terra, na verdade, está sendo preparado para ascender para Gala Maior. Mas, as forças do sol negro, atuam, neste mundo impedindo a evolução da raça humana. Muito tempo, nossos agentes lutam com as forças do sol negro, para controlar a procriação do mal neste mundo. Nossos agentes estão sempre entre vocês como missionários do bem.  O maior líder dentre voz que começou a obra, Aknaton. Que prosperou neste mundo o disco do sol alado, como um deus único. Ele foi o agente numero 01. Depois deles seguira-se os agentes numero 02, de nome Moises.

- E Jesus?

- Ele foi o agente numero 12. Existem cerca de doze mil agentes menores espalhados pelo mundo. Mas somente doze grandes liderem maiores governam os doze mundos acima deste.

- Esta revelação é estupenda! – Explodiu o presidente, e os demais que ali estavam. – Somos capazes de realizar um viajem por estes mundos?

- Não. Ainda não estão preparados. A luz que brilha em cada humano, ainda é muito fraca. Não suportaria a pressão dos mundos acima deste. Mas, um de vós, está escolhido para realizar uma viajem, para os mundos acima de vós.

- Mas, como iremos viajar para seus mundos? Não possuímos veículos, e nem capacidades.

- O disco solar. Devem encontrá-lo e trazer para nós. Desta forma, daremos o credito a um de vocês escolhido, de conhecer nosso mundo.

- Como iremos encontrar o disco?

- Vocês têm três nascer do sol exterior, para devolver o sol menor a nosso agente. Assim que ele receber a luz de volta no seu corpo, Um de vocês poderá vir conosco. Locke ficará com vocês até este dia chegar. Ele irá ajudá-los, na busca do disco solar.

Então quando o Galaniano termina de falar, os três transformam-se em bolas de luzes, e depois desaparecem em um risco, para cima.

- Como iremos encontrar o disco? – Perguntou o general.

- Posso concentrar energia e descobrir – Disse Locke.

Então Locke é levado para uma sala, especial, onde seria monitorado pelos computadores. Agora que a força aérea Americana estava recebendo ajuda do espaço, poderiam certamente descobrir alguma tecnologia mais avançada. Esta era a esperança dos americanos, quando começaram a busca.

Alguns fios foram colocados na cabeça de Locke, para que os impulsos elétricos de seu cérebro fossem transferidos para as telas dos computadores. Então, ele se concentrou, e viu o local onde estava o disco. Uma serie de imagens surge em sua mente, formando logo a seguir, uma imagem plasmíca no espaço, para a surpresa dos americanos, que esperavam ver nas telas dos computadores a imagem transmitida por seu cérebro. 

- Nossa. Isso é incrível. Como ele pode materializar estas imagens no espaço?

- Veja... É o comandante Smith. – disse o doutor Watson. – Maldito. Ele e seus comparsas.

- Calma. Esperem. Vamos ver o que mais ele pode nos mostrar. Talvez o local, onde eles estão?

- Vejam. O local parece ser uma fortaleza. Muita plataforma. Talvez um quartel.

- Mas, onde?... Deixe que ele concentre mais.

A imagem formava-se rápidas no ar, e desapareciam.

- Um túnel... – Gritou o presidente. - Parece que estão em baixo da terra.

- Talvez, tenham uma base como a nossa.

- Nosso. Quanto soldado. Uma legião deles. Neve, cavernas...

- Já sei. Estão no Pólo Sul da Antártica.

- O que? Como sabe?

- Pelas imagens, é exatamente onde estive há dois anos atrás numa expedição.

- Então sabe quem está por trás?

- Talvez, o comando Nazista.

- Vamos para lá imediatamente.

 

 

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Logo então uma expedição em direção à Antártida se deslocou, com cerca de 200 soldados, em busca de o disco solar, que certamente estaria escondido em alguma área secreta no meio da geleira da Antártida. A expedição era chefiada pelo general Byrd, que tinha larga experiência naquela região. Quando esteve pela primeira vez naquela região não possuía ajuda vinda de fora. Desta vez, contava com ajuda de um extraterrestre.

Logo que entraram na região gelada da antártica, os aparelhos localizaram algo estranho, nas proximidades das montanhas do pólo sul. Uma força de energia radioativa impedia que os aviões descessem naquele local. O general avisou o capitão da frota, para que fizessem o pouso em alguma região afastada das montanhas. Os dois aviões que transportavam os soldados, logo pousam nas geleiras abaixo das montanhas. Embora o frio fosse intenso naquela região da Antártida, não poderia atrapalhar na busca da base secreta dos Alemães, que supostamente estariam escondidos naquelas montanhas geladas acima, na região do Norte.

A expedição estava dividida em 10 grupos: 20 soldados partiriam para o sul a procura da fortaleza.  Outros vinte partiriam a frente na região norte. Enquanto os outros ficariam nas regiões baixas, do leste e do oeste; pois não havia local certo para realizar a procura. Enquanto, Locke e o General, acompanhado dos demais soldados, se deslocariam para as montanhas, onde certamente localizariam a fortaleza nazista.

- Pode localizar a fortaleza com seu poder, Locke?

Adiantou o general, quando subiam as geleiras da montanha.

Locke parou por alguns segundos olhando para as fileiras de soldados que vinham atrás, esforçando-se para escalar as geleiras, e disse:

- Vejo algo à frente. Não devemos escalar as montanhas.

- O que está vendo?

- A fortaleza, não está acima da montanha. Está dentro dela.

- E... Como iremos entrar nela?

Talvez o uso de seus poderes pudesse abrir uma brecha na montanha e todos passariam. Mas, Locke sabia que alguma coisa o estava impedindo de usar seus poderes extraterrestres.

- Vamos por ali. – Apontou ele com o dedo, em direção a uma pequena passagem estreita e reluzente pelo branco da neve. – Há uma passagem secreta naquele local.

- È muito arriscado, passar por ali. Os soldados estão fracos por causa do frio.

- Não há outro modo de entrar na montanha.

Então, umas fileiras de soldados, começaram a passar pela vala do precipício, que deslocava ao redor da montanha. Mas, o inimitável acontece: A passagem era muito escorregadia, e alguns soldados começaram a cair pela vala, enquanto que os outros sofrem o pavor diante de seus olhos. Apenas três soldados conseguem passar para outro lado. Então, algo apavorante e como um raio, o fazem recuar, mas sem sucesso. Apenas, ouvem os gritos agonizantes dos pobres soldados, que caíram logo a seguir para o precipício. 

- O que aconteceu?

Ouve um ar de suspense e um suspiro nos lábios dos outros soldados que temiam o que poderiam enfrentar logo à frente.

- Não vamos passar!

Disse alguns, aterrorizados.

- O que podemos encontrar no outro lado? – Perguntou o general Byrd. Ele sabia que o que estava lá do outro lado, poderia colocar em risco toda a sua missão. Mas, tinha de achar um jeito de encorajar seus soldados, a passar aquela vala.

- Eles não conseguirão passar. – Disse Locke.

- Então o que faremos? Não podemos seguir sozinhos.

- A fortaleza, possui a força. Eles devem ter colocados guardas na entrada. Se passarem, serão destruídos pela força desconhecida de suas armas. 

- O que pretende então...?

- Vou sozinho.

- Vai arriscar-se, para nos ajudar?

- Minha missão é encontrar o disco, e levar de volta ao mundo deles.

- Mas, se for sozinho, como poderemos ajudá-lo?

-Não podem. Voltem para a base militar, e ficarão seguros.

Logo após, Locke transporta-se em uma bola de luz, e some da vista deles.

- O que aconteceu? – Perguntaram alguns soldados.

- Ele transportou-se para dentro da montanha.

Locke se deslocava pelo espaço usando a força do disco solar de seu corpo, mas sabia que suas forças, já começavam a enfraquecer. Quando chegou do outro lado da vala, encontrou dois soldados carbonizados. Havia uma entrada para a montanha, mas estava fechado por uma porta de aço redonda.  Examinou os corpos, e percebeu que foram queimados por algum raio de energia, mas não encontrou vestígio de algum campo de energia ao redor da entrada. O local não estava bloqueado por qualquer espécie de força. Desta forma, os corpos dos soldados só poderiam ter sido almejados por alguma arma de alguém do outro lado. Tentou usar sua visão para ver do outro lado, mas nada conseguiu. O vazio logo à frente, era sinal de que o local deveria ser bloqueado para o uso da força do disco solar. Certamente, isto o deixou preocupado, pois, se houvesse uma fortaleza ali dentro, eles já estavam fazendo o uso da força do disco.

Não havia outra maneira de saber, a não ser cruzar para dentro da montanha, e não era uma porta ou qualquer barreira que iria o impedir de entrar. Passar através das paredes era coisa fácil, depois que adquiriu aquele disco que eles colocaram dentro de seu corpo. Mas sabia também que todas as qualidades e poderes que possuía vinham de uma única energia. E esta energia não era sua, e sim... o sol. O disco solar em seu corpo quando os extraterrestres o colocaram, apenas absorvia a energia do sol e o armazenava, como uma bateria. Uma poderosa e indestrutível bateria, carregada com energia solar, que poderia durar para sempre. Mas, algo dizia que talvez, esta força não fosse durar por muito tempo.

Quando penetrou do outro lado, encontraria uma nova resistência. A fortaleza que ali estava, se estendia gigantescamente a sua frente, numa névoa escura e profunda, bem no meio de um oceano gelado. Lá estava ela. Sombria e solitária, naquele cenário aterrador. Quando percorreu pela estradinha que levava a fortaleza, sentiu a luz de o disco falhar. A intensidade da força enfraqueceu, e o derrubou sobre o solo, áspero e rochoso. Tentou ascender novamente para voltar o vôo, e chegar mais rápido a fortaleza, mas sua força parou. Teve de andar, e sem a ajuda da força do disco, agora teria de descobrir o que haveria por trás daquela fortaleza.

Ao deparar-se na escadaria que dava para entrada da fortaleza, percebeu que as sombras das enormes colunas que adentravam ao pátio, pareceu moverem-se. Depois, encontrou por final o alto das escadarias. Sim, lá estava...  A fortaleza. Seus olhos lhe mostram com ar de surpresa o desconhecido. Logo então, sua cabeça começou a girar, suas pernas não mais o sustentam. Ele cai ao chão sem vida. 

 

O gigante soldado de quase três metros de altura aproxima-se da vitima, e o pega com seu braço mecânico. Sua armadura era toda de um material inox, e cobria quase todo o seu corpo negro, deixando-se aparecer apenas parte de sua face. Ele carregou Locke inconsciente, para as portaria da fortaleza, cruzando pelas fileiras intermináveis de soldados, iguais a ele que estavam dispostos no pátio, formando um batalhão, aos milhares.

O exercito de soldados gritava em uníssonas repetidas vezes à palavra: “Heiche”. Perdendo-se num eco sem fim. Enquanto o soldado conduzia Locke para as portaria do templo da fortaleza, uma figura sinistra e irrequieta agitava o braço ao alto, agitando ainda mais o batalhão de soldados. O soldado aproximou-se do local onde se encontrava o homenzinho, que comandava todo aquele exercito. Jogou o corpo de Locke ao chão.

- Que significa isto? – Diz o ditador

- Encontrei-o fora da fortaleza.

- Fora da fortaleza...? – Indagou o rude homenzinho, que lançava um olhar arregalado ao jovem Locke. O homem aparentava ter uns cinqüenta e cinco anos, mais ou menos. Tinha uma boina cinza que cobria sua cabeça com pouco cabelo preto. Seus olhos azuis como céu, brilhavam em seu rosto de pele branca. – Ninguém pode sair da fortaleza, sem minhas ordens!

Bocejou ele espirando suor pelo rosto. Estava cansado. Havia um tom de rouco em sua voz, quando falava. Trazia um lenço e a todo instante enxugava o suor do rosto.

- O que ele fazia lá fora?

- Não sei Mestre. Almejei-o, quando o vi.

- Estranho. Não parece ser um de nós. Sua pele, parece queimada pelo sol. Mas, como poderia obter uma pele destas, na fortaleza? Muito estranho... Talvez, fosse alguém vindo do mundo lá de fora...? Coloque-o no calabouço, junto aos outros.

O gigante soldado o arrastou para dentro do portal, e desapareceu após descer uma escadaria que dava para baixo do solo.

Naquele momento, alguém se aproxima do ditador, e diz:

- Salve Hitler!

O ditador voltou-se se prendendo ao homem que acabara de chegar.

- Adiante-se? – O ditador Nazista agora mudado, não mais tinha aquele bigode daqueles dias de terror, que o mundo conheceu. – Algum progresso, nas pesquisa do disco?

- Presumo que o que gostaria de ouvir é palavra sim. Mas, peço que me desculpe por dizer “não,” mais uma vez, grande Hitler. Mas, fizemos algum progresso. E vim pedir que fosse até o laboratório.

- Espero que tenham descoberto o segredo do disco. Como funciona? Poderemos usar a força desconhecida do disco para duplicar sua energia? Não temos mais tempo! Preciso da força do disco para criar meus super-soldados. O que pode me adiantar?

- Creio que as pesquisas, estão indo de mar em polpa, senhor. Logo, o senhor terá seu exercito de homens maquinas invencíveis.

- È o que espero senhor Smith. Paguei uma fortuna a você para que se infiltrasse na agência dos Americanos, durante estes anos todo. Seu segredo é meu segredo. Seus olhos são meus olhos, comandante Smith. Paguei a você, dinheiro o bastante, para que você fosse um rei, se assim, o quisesses. Agora, espero os resultados. O que trouxe até mim, ainda não me convenceu de que realmente seja a peça chave, para meu sucesso.

- Tenho certeza que não irá se decepcionar, senhor. Sua confiança em minha pessoa me deixa lisonjeado. A peça que lhe trouxe é alienígena. Isto eu mesmo vi. Foi retirado do corpo de um extraterrestre, na base aérea secreta dos exercito americano.

- Espero que sim, comandante.

Ele acenou com a mão e limpou o suor do rosto, e depois os dois seguem pelos corredores da fortaleza, em direção ao laboratório.

Hitler tinha na fortaleza que mandou construir durante os anos anteriores a guerra, equipamentos muito sofisticados para a época. Uma equipe de muitos cientistas e pesquisadores que trabalhavam em prol ao desenvolvimento de suas pesquisas cientifica durante anos. Não havia duvida que deva existir alguma fonte de energia secreta que Hitler não revelava, para manter aquela energia ativa na fortaleza. Como ele teria construído aquele verdadeiro império na Antártida, longe da civilização, e mantido em segredo durante anos, sem que descobrissem?

Era simplesmente fantástico aquele lugar na fortaleza, e isso deixava Smith cheio de duvidas.

Eles chegam ao edifício que dava para o laboratório. O local era um verdadeiro campo de batalha; do que pesquisa e de testes, científicos.  Uma área de combate entre máquinas robóticas, que travavam lutas constantes umas com, as outras, destruindo-se e se reconstruindo, a si mesmas.

- Então, este é o seu campo de teste, e pesquisa cientifica senhor?

- As maquinas. – disse ele num tom de satisfação. - elas me divertem. Estas coisinhas são simplesmente incríveis. Veja!

Disse ele subindo numa máquina robô, que se encaixava direitinho em seu corpo. Era uma espécie de roupa robô. Ele sentou no colo robótico, vestiu as luvas gigantes que cobriam seus braços. Colocou o capacete metálico, que cobria seus olhos, e começou a se movimentar no espaço.

- Morram malditos americanos!!!

Hitler gritava loucamente, enquanto os robôs maquinam iam caindo, destruindo-se em partículas de pequenas faíscas que se desmaterializavam, logo a seguir, em fileiras, pelas mãos da roupa robótica, que parecia destruí-las com apenas gestos desenhados no ar.  

- Viu só? – Disse Hitler descendo logo a seguir num salto até ao chão. – Posso controlá-las. Destruí-las, e reconstruí-las.

-Impressionante senhor. Vejo que possui uma incrível tecnologia, mas de onde vem tudo isso? Ainda não me disse como controla estas maquinas?

- E por que o diria? Este é meu segredo. Ainda não me revelou o segredo do disco solar. Se quiser saber o meu segredo, revela o segredo do disco. Ai então poderá repartir nossos segredos. Mas, enquanto não descobrir o segredo do disco, continuará com o meu.

- Só penso que o senhor, poderia dar um passo à frente, nisso tudo.

- O que faz o pensar que podes me dizer o que fazer? Esqueceu quem sou, eu? Sou Hitler. Ditador Nazista chefiou um campo inteiro de guerra contra os malditos Americanos!

- Mas, não os venceu.

- Que disse? – O tirano, aproximou-se irrequieto. – Eu não os derrotei você quer dizer. Não me deixei ser vencido, para poder elevar um novo e grandioso império. O quarto Reich, de homens invencíveis. Não mais soldados fracos e incapazes de suportar uma guerra. Mas, sim, soldados invencíveis, imortais, para servir ao meu propósito. Veja! Meu exercito de homens maquinas. Elas me obedecem. Aqui eu sou o senhor, o rei. O deus...!

- E o mundo...? O que aconteceu?

- Ainda não é hora de ataque. Quando chegar a hora, eles pagarão. Enquanto não tiver o poder completo, não atacarei o mundo.

- Mas, se eu fosse o senhor, usaria as maquinas para destruir o mundo.

- Mas, não é...!!! – Disse ele irritado, quando se virou, o solo pareceu sair do lugar, a baixo dos pés do comandante Smith. – Como ousa desafiar Hitler...? Eu controlo tudo! Até mesmo o chão em que está pisando, posso manipular, com um simples gesto!

O que era aquilo? O chão todo tremeu. As plataformas que sustentavam o edifício pareciam curvar-se como Maria mole.

- Não... – Disse Smith assustado. – Por favor, perdoe-me, senhor.

O chão todo tinha desaparecido, debaixo de seus pés, quando a voz do ditador se elevava.

- Poupe suas palavras, comandante. – disse ele por final sorrindo. – Não tema. Ainda posso contar como meu aliado?

A realidade, novamente voltou a sua forma original.

- Claro senhor. Sou seu aliado, sempre...

- Então, venha. È hora de conhecer toda a verdade sobre a fortaleza.

- Mas, eu achei que..

- Sei que posso confiar, em você. A final está na minha fortaleza.

Os dois se dirigiram a uma outra plataforma, e depois entraram em outro edifício através da cúpula de cristal, que dava para o andar do lado. A sala era gelada, e havia muitos tubos de cristais, armazenando, diversas formas e espécies de corpos humanos. Mas, em um tubo especial, havia duas cabeças enormes, que se assemelhavam os dois cérebros.  Estavam colados um ao outro, enquanto uma energia radioativa emanava em volta.

- Eis da onde vem toda a força.

- Mas, o que significa isto?

- Dois cérebros, Grey’s. Estes cérebros estão conectados com a central dos computadores, e deles passam toda a inteligência para as maquinas robôs.

- Mas quem são os Grey’s?

- È a mais alta tecnologia robótica criada, ou melhor, associada, a era robótica, senhor Smith. Metade homem, metade maquina. Os Grey’s, estão em tudo. No chão que você pisa, nas plataformas, nos edifícios deste império, tudo é Grey’s. Toda a fortaleza, esta viva senhor Smith.

- O que? Então isso explica o chão se mover...?

-Brilhante dedução senhor Smith. Os Grey’s, são tudo isso que existe, aqui neste lugar. A maior inteligência alienígena a meu serviço. Através de meu comando, os Grey’s obedecem as minhas ordens, e cria todo este cenário.

- Está dizendo que tudo isso foi criado, ou melhor. Transformado, em coisas...? Que os Grey’s, podem se tornar no que quiserem?

- Infelizmente... Não senhor Smith. Apenas em objetos. A força Grey’s, apenas domina a forma física das coisas sólidas. Infelizmente, ela não consegue criar a vida. A vida que corre em minhas veias, os Grey’s, não pode me dar. E isso, é o que eu preciso. Eternidade...!  Compreende agora porque preciso do senhor? O disco solar, é o único que pode me salvar. Dar-me a vida eterna. Tenho as maquinas, mas não tenho a vida...

- O que está dizendo, senhor. O senhor está ótimo.

- Não... Minha saúde piora cada instante. Contrai uma doença grave, após a segunda guerra. Não me resta muito tempo, senhor Smith. Preciso da força do disco solar. Aí então poderei governar o mundo, com a força Grey’s.

 

 

 

 

Enquanto isso, Locke acorda nas frias e escuras catacumbas do subsolo da fortaleza. Sobre as sombras das colossais paredes de pedras, ele percebe as figuras pálidas de algumas pessoas que ali estavam acorrentadas.

- Quem são vocês?

Não houve resposta alguma. Os olhares curiosos dos pobres homens, mulheres e crianças, que estavam ali, demonstravam que estavam cansados e abatidos pelo sofrimento de muitos dias.

- O que aconteceu? Por que estão presos aqui na fortaleza?

- Então não é um deles... – Disse alguém por fim saindo das sobras.

- O que... Aconteceu?

- Os malditos, Grey’s, voltarão... Eles voltarão, e nos destruirão um a um. Até não mais restar ninguém.

- O que... Acalme-se. Conte-me de vagar. Quem são eles?

- Vejo que não pertence aos Grey’s. Mas, como chegou até aqui? Quem é você?

- Um amigo. Vim para libertá-los.             

- Amigo... Não sabemos o que é isso há muito tempo.

- Mas, o que aconteceu com vocês? De onde vieram?

- De todos os lugares. Éramos muitos, e desejosos de encontrar respostas, para as pesquisas ufológicas de Hitler. Ajudamos e suas pesquisas por anos, nestes lugares. Então depois que ele fez contato com os Grey’s, passou a usar-nos como cobaias, para os Grey’s.

- Os Grey’s... Então ele possui a força das maquinas...? A inteligência das maquinas. A força negra dos Grey’s, está aqui na fortaleza.

- O que sabe, sobre a força negra?

- Pouca coisa, mas o bastante para saber que o mundo corre  grande perigo.

- Eles destroem todas as forças de vida, que encontram. São os demônios. Eles irão nos destruir...!!!

-Tenha calma. Vou tentar tira-los desta fortaleza.

- Mas como vai conseguir enfrentar a força Grey’s?

- Sou amigo da força contraria dos Grey’s.

- Então você é amigo dos extraterrestres do bem?

- De certa forma sim. Os Galadianos trabalham para a luz do bem.

- Você é um Galaniano...

- Não... Eu sou apenas um agente desta organização invisível de seres de Gala Maior.

- Precisamos encontrar uma maneira de sair daqui.

- O que pretende fazer?

- Preciso sair daqui. Mas... Não consigo, usar meus poderes. Devo ter perdido a energia solar.

De repente, um som estridente percorre os corredores do calabouço, e logo surge à figura alta e sinistra de um soldado robô, que aparece entre as grades da prisão. O robô logo abre a cela, e sua imagem sinistra e negra, percorrem as paredes do calabouço.

- Eles chegaram...! – Disse um deles apavorado.

Enorme soldado negro, meio homem, meio maquina, aproximou-se de um dos prisioneiros e agarrou-o com suas enormes mãos de lata, e arrancou-o das correntes, erguendo para o alto, disse:

- Ta na ora de alimentar os Grey’s.

- Hei,... - disse Locke aproximando-se do homem lata. – O solte!!!

- Quem disse isso...?

- Eu!

Locke pula para cima do homem maquina, e agarra-o em suas costas, prendendo-o em suas pernas. Este por sua vez, solta uma gargalhada, e depois atira o pequeno homenzinho atrevido, para de encontra a parede fria do calabouço. Locke cai quase num sufoco desajeitado, e surpreso, por não ter conseguido dominar o enorme homem lata. Que falta lhe fazia seus incríveis poderes. Pensou. Quando se volta para ver seu agressor, este já saia para fora da cela levando o prisioneiro, que gritava pedindo socorro.

A cela se fecha, quando Locke se lançava contra as grades de ferro.

- Para onde eles o levaram?

Mas, não houve resposta da boca dos outros prisioneiros que estavam assustados. Era sempre assim. Um soldado Grey, vinha e levava um dos prisioneiros, para alimentar a fera Grey’s. Tinha de encontrar uma saída para deixar aquele calabouço, mas como? Tinha perdido seus poderes, e o que poderia fazer contra aqueles homens maquinas que havia aos milhares naquela fortaleza?

- Conhecem alguma outra saída, daqui?

Eles estavam calados, como se fossem mudos. Seus olhares amedrontados demonstravam o pavor por detrás daquele mistério.

- O que farão com ele? Por que não respondem?

O calabouço estava sóbrio, e Locke não conseguia ver as profundezas da caverna. Mas, percebeu que ela dava para varias salas escondidas. Quando deu alguns passos, pode ver que havia um corredor que dava para alguma outra sala. O corredor era estreito, e teria de percorrer agachado.

- Para onde vai dar este corredor? Não adianta, ou eles são mudos ou estão com medo de falar. Tenho de encontrar uma saída para sair deste lugar sozinho. Se ao menos pudesse usar o poder do disco...

Quando ele saia para adentrar no corredor que dava para outras salas do calabouço, alguém o segura em seu braço.

- Venha, comigo. Eu conheço uma saída.

O menino que ali estava, tinha os olhos arregalados e pele branca como neve. Seus cabelos eram amarelos como sol.

- então existe uma saída?

- Sim. Eu uso sempre que desejo para tomar um pouco de luz.

O menino o puxava pelo braço, levando-o para uma parede na qual havia uma pedra solta. Ele empurrou-a, e um compartimento se abriu, dando passagem para um túnel. Os dois percorrem por algum tempo aquele estreito túnel, e logo chegam do outro lado.

- Uma caverna...?

O local estava iluminado por um raio de luz que vinha do alto, numa abertura por entre as rochas. A caverna, havia uma cachoeira, e flores silvestres.

- Esta luz... De onde vem?

- Muito alto. – Disse o garoto apontando com o dedo.

- Parece ser luz do sol. Mas, não emite calor algum. Talvez se puder chegar lá em cima... Possa absorver energia para restabelecer a força de o disco solar, em meu corpo.

- Podemos chegar até o alto. – Disse o garoto.

- Se for luz do sol, estará salvo. – Disse Locke.

- Nunca vi um sol. O que é um sol?

Locke estava perplexo com as palavras daquele garotinho. Isto explicava por que sua pele era branca como a neve. Deveria ter vivido a vida inteira sem ver a luz do sol.

- O sol, é a mais bela forma de energia que a terra possui. Possui energia e calor, suficiente para restabelecer a minha luz solar menor.

- O que é uma luz solar menor?

- Um dia saberá. Mas agora, mostre como chegar até o final desta caverna,, e lhe mostrarei o que é o sol maior.

- Venha.

Puxaram-o pelo braço, e começaram a escalar algumas pedras e rochas.

- Nunca subi até a superfície da montanha, mas meu pai me mostrou o segredo da saída desta caverna, para quando chegasse a minha hora, eu pudesse escapar daqui.

- Mas por que eles não fugiram deste lugar?

- Os Grey’s, não permitem que deixe a caverna. Eles sabem tudo. Estão em toda a parte.

Depois de muito esforço os dois chegam ao topo da caverna, cerca de uma altura de uns cinqüenta metros. Logo, Locke compreendeu por que o garoto tinha medo de deixar a caverna das masmorras, por aquela saída. Estavam no topo da montanha, e o frio do espaço o assombrava diante de tanto gelo.

- Não podemos ir lá. – Disse ele assustado.

- Eu compreendo. Nunca saiu da caverna...?  Não conhece a luz do sol... Não é mesmo? Não tenha medo. Eu vim de lá.

- Não... Precisa voltar. È proibido ir lá.  

- Espere, aqui. Prometo não demorar.

O garotinho estremecido de frio, e olhos arregalados, ficou esperando escondido atrás das rochas, enquanto Locke saia para fora da caverna, pela abertura das crateras.

Lá estava. O sol brilhante no alto dos céus. Quando saiu para fora da caverna, no topo da montanha, o gelo parecia estremecer sua pele ao primeiro contato. O vento frio e uivante sopravam forte seu rosto. Ele esforçou-se para manter-se em pé, e abriu a camisa, mostrando o peito nu para o sol, que irradiava fracos raios de luz. Por algum tempo, ficou ali esperando que a radiação do calor do sol atingisse seu peito, mas era fraco demais para aquecer seu peito. Não conseguiria, absorver o calor suficiente para restabelecer suas energias. Quando os raios começaram a esquentar finalmente o disco em seu peito, o chão se abriu diante de seus pés. Ele cai sugado por uma espécie de aspirador gigante, que o suspendeu enrolado em garras de aço, pontiagudas. Centenas de olhos presos nas garras pareciam examinar-lhe. Seu corpo ficou preso naquelas garras de aço, que o envolviam, suspendendo-o numa cadeia de centenas de braços mecânicos que o embalavam solto no espaço. O que era aquilo? Que forma de vida seriam estas, com olhos nas pontas dos braços mecânicos, que o dominavam...? Levando para cima, mais alto, e mais alto. Com milhares de tubos como se fosse uma cadeia interminável daquela forma de vida inteligente.