Projeto Omega
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Projeto Omega
Projeto Omega
Washington, 22h30min min. Terça feira.
A agência Espacial Americana (NASA):
O laboratório de observação espacial da NASA recebe imagens constantes, enviadas pelo telescópio espacial Kepler, que são registrados nos computadores centrais, centenas de fotos tiradas pela sonda espacial. O propósito cientifico da missão Kepler é buscar imagens de planetas semelhantes à terra, que possam abrigar vida, ou qualquer forma semelhante.
Marcos Antonio trabalhava nas edições das fotos enviadas pelo Kepler, período integral, mas desta vez, teve de substituir um de seus colegas, e ficou de plantão naquela noite. Enquanto trabalhava, enfiou a boca no sanduíche de presunto e queijo, recheado com patê, e sacudiu a cabeça balançando de um lado para o outro enquanto ouvia música pelo fone de ouvido. Quando viu uma das fotos que chamou logo sua atenção, interrompendo seu apetite.
- Caracas... – Disse tirando o enorme fone de ouvido de gancho que deixou preso no pescoço. Parou os olhos sobre as imagens das fotos que chegavam, e deixou o sanduíche sobre a mesa.
– O Coronel William precisa ver isso.
Correu para o telefone e discou rapidamente. Limpou o suor que corria do rosto.
- Droga, funciona!
Estava ofegante, e sua aparência tinha transformado diante do que acabara de ver nas fotos. Tinha nas mãos as imagens do projeto Kepler, e precisava entregá-las ao responsável pelo projeto. E não podia deixar para o dia seguinte.
- Droga atende...
Agora um suor frio corria pelo seu rosto, olhou para janela, a chuva batia forte na vidraça. Tinha de ir até a casa do Coronel. Quando abriu a porta não exitou em enfrentar a tempestade que caia a sua frente. Tomou o único veículo que estava a disposição, e partiu para a estrada escura. Tentava cobrir a cabeça com a mão, a chuva forte batia no rosto. O jipe pulava descompassado derrapando na lama, enquanto seguia para cidade.
Quando chegou a casa do coronel Willian, saltou correndo deixando o motor do carro ligado. Bateu varias vezes na porta, gritando pelo Coronel.
- Que diabos, Antonio – Bocejou ele, lá da sacada quando o viu aquela barulheira em frente a sua casa. – Não conhece telefone?
- O telefone estava quebrado, Coronel. - Bocejava ele, com o coração quase que pulando para fora de sua boca. - O senhor disse que se tivessem novidades, poderia vir a qualquer hora em sua casa.
- O que foi, agora?...
- Eu consegui – Balançava o envelope ao alto como se fosse um troféu.
- Fale logo homem! O que encontrou?
- O senhor precisa ver com seus próprios olhos.
Logo depois o coronel abre a porta, e percebe a agitação daquele homem.
- Entre, e procure se aquecer um pouco.
Ele pegou o envelope, e abriu. Ao ver as fotos, ficou surpreso, e compreendeu a agitação do rapaz.
- Deus... – Suspirou. - Alguém mais viu estas fotos?
- Não. Quando as peguei vim o mais rápido possível.
- Preciso avisar o Presidente.
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Dois meses depois...
O sinal tocou. Os alunos entram na sala de aula, enquanto a professora Elizabeth, arrumava os livros em cima da mesa, para dar início a sua aula de biologia. Tinha 22 anos, cabelos pretos lisos, e olhos verdes que se escondiam atrás daqueles óculos que lhe dava um charme especial. Lecionava naquela Universidade á dois anos, e bem Deus sabe que tinha conseguido aquela vaga á muito custo. Sua formatura quase que um tanto irregular, talvez por causa disto, é que ela mantinha-se longe dos rumores, que corria nos corredores, e isso a deixava muito nervosa. Tinha um sonho: Trabalhar na Agencia Espacial, da NASA. Enquanto não realizava este sonho continuaria a lecionar a turma do colegial, “B” da Universidade Washington.
- Dentro de cada célula do corpo humano existe a informação
Necessária para a construção de um novo ser vivo. Ao
Conjunto dessa informação, existente na forma de bilhões de.
Bases nitrogenadas presentes no núcleo das células e denominadas
DNA dá o nome de genoma.
- A senhora acha que podemos formar uma replica humana a partir de uma célula?
- Ainda não podemos recriar uma forma genética humana a partir de uma réplica molecular. Mesmo com os mais poderosos computadores, não se pode determinar as características pessoais, seus hábitos, ou hobbies. Graças ao Projeto Genoma, o desenvolvimento de seqüenciadores automatizados e de identificação molecular baseados em “chips” (sistemas de identificação de milhares de nucleotídeos ao mesmo tempo) já está à disposição para a análise de uma série de loci (regiões do genoma), como, por exemplo, os genes de suscetibilidade ao câncer de mama BRCA1 e BRCA2, ou para a análise do gene supressor de tumor p53.
- Qual a possibilidade de vir a procriar a vida em outros planetas, pelo projeto genoma?
-Sua pergunta é muito interessante Billy. Tenho desenvolvido diversas pesquisas a respeito de levar o projeto genoma para fora de nosso planeta terra, mas aí é achar um planeta com condições climáticas semelhantes à terra. Ainda assim, fica apenas a visão da ficção cientifica.
- Senhorita Elizabeth – Disse a diretora da classe interrompendo a aula.
- Este senhor quer falar com você.
O homem que ali estava tinha mais ou menos 50 anos, o que demonstrava os fios brancos de cabelos que se deixavam mostrar em baixo do quepe verde que usava, a fez perceber logo de cara que aquele homem bem aperfeiçoado era do exercito.
- Muito prazer em conhecê-la, senhorita Elizabeth. Achei brilhante sua explicação a respeito do Genoma. E acredito que seus esforços poderão ser mais bem aproveitados, nos laboratórios da NASA.
- Mas, quem é o senhor...?
- Sou presidente do conselho de pesquisa cientifica da Agencia Espacial Americana. General. Willian Von Braun’s. E vim convidá-la para juntar-se a nossa equipe, de pesquisa espacial, de vida inteligente em outros planetas. A senhora aceita?
- Ora... – Ela suspirou aquelas palavras que pareciam surgir como uma bomba. – O senhor deve estar brincando, comigo.
- E por que acha que estaria brincando? Você foi escolhida para fazer parte de um projeto da estação espacial da NASA. E tudo o que tem de fazer é aceitar. Diga sim! E tudo estará resolvido.
- Mas, eu não sei o que pensar.
- Você merece Senhorita Elizabeth – Disse a diretora com os olhos cheios dàgua.
Los Angeles: 3h30min
Rua La Verne 45, um carro seguido por uma escolta de seis carros do exercito, parou em frente à casa, de Adam Smith quando cortava a grama de seu quintal. Levou a mão sobre o rosto suado, e parou por alguns instantes para ver aquela comitiva que se aproximava em frente da sua casa. O seu cachorro latiu correndo para dentro, quando aqueles homens fantasiados de boina verde desceram caminhando em direção a calçada.
- Senhor Adam Smith? – Disse o homem de botas pretas e casacos verdes escuro, que pisava sobre a grama esparramada no quintal.
- Sim.
- Temos a ordem de levá-lo até Agencia Espacial americana. Deve vir com a gente agora.
- Mas, o que esta acontecendo?
- Temos apenas ordem de levá-lo conosco. Deixe tudo o que está fazendo e nos siga.
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São Francisco.
A Avenida Lincoln Way estava interrompida pelo transito que se estendiam quilômetros, enquanto fileiras enormes de carros estavam paradas há horas. Enquanto os sons estridentes das buzinas ecoavam em uníssonos pela avenida, o Dr. Paul Douglas tranqüilamente fumava um cigarro, tentando não se estressar com o engarrafamento. Embora estivesse atrasado para participar de uma palestra sobre Paleontologia no hotel de San Linux, as 09h00min h. Tentava distrair sua atenção escutando musica no ultimo volume. Em meio a tanto barulho, acenou com gesto obsceno para sua traseira que não parava de buzinar.
Enquanto discutia com o homem gordo e os nervos a flor da pele, um helicóptero se aproximava ao alto, pairando sobre o local onde se encontrava.
- Dr. Paul Douglas! Está ouvindo? Saia do carro.
- Ora, mas sou eu.
Saiu eufórico para fora do carro curioso para ver do que se tratava. Era um helicóptero do exercito. E parecia estar direcionado para ele.
- O senhor está sendo recrutado para vir até A base aérea dos Estados Unidos. Entre no carro e coloque os cintos.
- Hei... O que está acontecendo?
Douglas volta para dentro do carro e coloca o cinto. Uma corda de aço baixou sobre o capô e esguichou suspendendo os carros para o alto para o delírio das pessoas que ficaram no transitam engarrafados.
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A sala estava repleta de silêncio, enquanto os olhos de cada um deles esperavam que por detrás daquela porta, surgisse alguém, logo e explicasse de uma vez por todo por que estavam ali na Agencia espacial da Nasa. Todos estavam apreensivos com aquele mistério que o fez vir até aquela sala vazia, mesmo contra suas vontades.
- Alguém sabe me dizer o que está acontecendo?
Perguntou à senhorita Elizabeth.
- Não disseram nada para você também?
Comentou Adam, aflito.
- Acho que estão zangados por que não paguei os impostos. - Disse Paul Douglas.
A porta se abriu, e por ela entrou um soldado, que mandou que eles o seguissem. Caminharam por um saguão até chegarem a uma sala, onde estavam reunidas algumas pessoas que os esperavam. O salão estava disposto oficial e uma comitiva de ilustres pessoas bem vestidas, onde pôde reconhecer a figura do Presidente dos Estados Unidos, que se fazia presente na fileira de homens, que estavam sentados à frente, num palco. Um telão exibia algumas imagens de um mapa do espaço.
- Penso que estão curiosos para saber o que três civis estão fazendo aqui? - Disse o General aproximando-se - Bom, acho que o termo mais adequado para o momento seja, trabalho. Foram selecionados, para realizar um trabalho secreto para Nasa.
- Desde quando a Nasa se interessa por serviços de civis?
Disse o Paul, nervoso.
- O serviço espacial está interessado em contratar os serviços de pessoas altamente qualificadas, e creio que sejam vocês. Bem, claros, que receberão uma boa quantia em dinheiro para realizar o serviço. Eu diria uma aposentadoria segura, para o resto de seus dias, quando acabarem a missão.
-Missão? - Suspirou Elizabeth.
- Todos vocês, receberão uma quantia que já está depositada em uma conta especial em nome de cada um. A senhorita Bruna, irá lhes entregar um envelope. Neste envelope está o cartão da sua conta onde está creditada a importância de “Um Milhão de Dólares”. Que receberão quando voltarem.
- Um milhão de dólares...?
Enquanto examinavam os envelopes, não podiam deixar de escapar um suspiro a tal quantia.
- Espere ai. O que desejam de nós afinal? – Perguntou Elizabeth aflita.
- Para oferecerem uma quantia tão alta em dinheiro, deve ser um serviço muito perigoso, e que ninguém mais quis. – Comentou Adam Smith.
- Irão fazer uma viajem – disse o presidente dos EUA. – Deve ficar felizes por terem sido selecionados para prestar este serviço a Nação.
- Mas para onde? – Perguntou à senhorita Elizabeth
- Para o espaço. – disse o general.
- Mas este tipo de viajem espacial, não deve ser feito por astronautas? – Indagou Paul Douglas.
- Entendo, que estão assustados quanto esta missão. Mas tão logo fiquem por dentro de todos os detalhes da missão que deverão realizar, creio que aceitarão nossa proposta. A viajem qual irá fazer, terá destino ao planeta Zurian. Terceiro planeta do Sistema Vênus, descoberto nos anos 70 pelo cientista Harry Kepler. Que deu inicio a esta missão. Zurian é um planeta coirmão da terra, pois possui vegetação semelhante a nossa, e água abundante. Como pode ver nas fotos mostrados pelo telescópio Kepler. O planeta Zurian fica situado fora de nosso sistema solar, a cerca de Seis anos luz.
- Então querem que a gente sejam os primeiros a por os pés nesta terra? – Comentou Douglas.
- Farão um estudo e analise do solo e vegetação do planeta, sendo os primeiros seres humanos a viajar para outro sistema solar. A viajem é completamente segura. – Disse por fim o Presidente.
- Sei – Bocejou Adam – È um trabalho surpreendente, e querem que nos o executemos.
-E se não quisermos a missão?
- Creio que terão alguns probleminhas. Já levantei dados sobre vocês em uma lista, que está comigo. Realizei uma pesquisa a respeito da formação de cada um, e acho que não ficarão nada satisfeito quando as pessoas lá fora souberem realmente quem são os senhores. – Disse o General.
Ouve um silencio entre eles.
- Acho que não precisa mencionar que a senhorita, Elizabeth conseguiu seu diploma de forma meio indiscreta, com o diretor do colégio Washington. E o senhor Adam Smith, não tem diploma formado para realizar pesquisas cientificas, e quanto ao senhor Douglas, acho que a forma mais discreta para conseguir um diploma de medicina. Do que comprar um pela internet. – Complementou o General Trace.
Por alguns instantes eles ficaram atônito diante das acusações que os encurralaram contra a parede. Cada um deles sabia que havia verdades nas palavras do general, e por esta razão mantiveram-se em silencio enquanto ouviam as palavras finais dele.
- Bom, creio que já estamos entendidos. Vocês terão uma semana para decidirem se aceitam a missão, ou não. Durante este período, não deverão comentar nada do que foi dito aqui, para seus amigos ou parentes. Ninguém deve ficar sabendo da missão, entenderam?
Um balançar com a cabeça, e todos então deixaram o Auditório, voltando para suas casas, indecisos com a proposta do exercito dos Estados Unidos. Na verdade, aquele silêncio atormentador, demonstrava medo, pois sabiam que se eles ruíssem o segredo que cada um trazia na sua carreira, eles estaria acabado.
A cada dia que passava ia encurtando a semana, e mais próximo ficava o dia da decisão final que os tornariam milionários. Entretanto a idéia de viajar para o espaço em uma missão para outro planeta os deixava apavorada. Elizabeth, ainda não estava certa em aceitar a oferta até a quinta feira. Estava apavorada com a idéia de que seu segredo pudesse vira a tona. È verdade que não tinha formação acadêmica, mas deus sabe o quanto foi difícil conseguir aquele diploma. Teve de passar pela pior humilhação de sua vida, quando aceitou o convite do reitor em sair com ele. Queria poder apagar de sua lembrança aquele dia que marcou sua vida para sempre. Mas, tudo nesta vida tem um preço, para alcançar um, objetivo. Mesmo que tenhamos de pagar um preço muito alto, que importa é realizar nossos sonhos. Pensava ela, tantas vezes, que seu erro justificava o que era hoje. Entregou-se para o reitor, em troca de um diploma acadêmico, por ter perdido uma aula de Zoologia. Não pode realizar a prova final, aquele dia por ter perdido a prova, e então, quando tudo estava perdido, apareceu o reitor da universidade, lhe propondo um encontro. Sabia que aquele encontro, não podia ser boa coisa, pois já sofria muitas cantadas daquele velho nojento, que a perseguia. E então, quando ele chegou lhe oferecendo um diploma, em troca de algumas horas de prazer, não teve dúvida em vender seu corpo em troca de seu futuro. Agora tinha um futuro brilhante na academia da universidade de Washington, mas estava ameaçada novamente, pelas mãos do destino de perder tudo.
- Sabe que recebi uma oferta de emprego na Nasa. – Disse Elizabeth enquanto estava sentada numa mesa junto aos seus três amigos. A musica estava alta, e os descontraia. Ela exitou em contar a verdade a seus amigos, quando tornou a falar em tom mais alto.
- Eu, disse que vou trabalhar...
- Eu ouvi. – Disse Margareth, enquanto tomava sua cerveja. – Não vai beber?
- Não. Não sei se vou aceitar a proposta.
- Ora, querida. – disse Billy, sorrindo. – Porque não bebe alguma coisa e relaxa? Hoje é sexta feira. Dia de bebe morar.
- O salário é bom? – Indagou Margareth.
- È um trabalho temporário, e vão pagar bem.
- Então, aceita. Você sempre quis trabalhar na Nasa. Agora que tem esta chance, fica aí parada? Qual é amiga. A sorte não bate na nossa porta duas vezes. Alias você sabe melhor do que eu, com respeito à sorte.
- È, mas, estou com medo.
- Não teve medo quando saiu com o reitor... Teve?
- Fala baixo... – reprimiu Elizabeth, cuidando para que os outros dois não ouvissem. – Não precisa falar para o mundo ouvir. Da outra vez foi diferente.
- O que ta pegando, amiga?
- Eles descobriram.
- O que...?
- Hei vocês duas. – Disse Paulo, que estava sentado na ponta. – Vocês duas querem parar de tagarelar, e entrar na musica?
- Isso aí, venha para festa. – Corrigiu Billy.
- Cala a boca, Billy. – retrucou Margareth, pulando para fora da mesa, puxando Elizabeth para o canto.
- O que aconteceu amiga?
- Eles descobriram que não tenho um diploma acadêmico... E estão pressionando para que aceite um serviço na estação Espacial da Nasa.
- Droga. E agora?
- Posso perder tudo, se não aceitar.
- O que eles querem que você faça?
- Não posso dizer. Eu não sei o que é. Eles vão me pagar, um dinheiro muito alto.
- Ora, mas então não é tão ruim assim.
- Talvez, não seja, mas vou me ausentar por um período muito longo.
- Como assim. Vai viajar, para outro País?
- Quase isso.
- Bom, só acho que não deve se esquecer da amiga aqui. Pelo menos escreva uma carta, de vez enquanto. Eu vou ficar aqui torcendo por você.
Disse ela, abraçando a amiga com ternura sobre os prantos de Elizabeth.
*** *** ***
Adam Smith estava tenso enquanto buscava informações a respeito do planeta Zurian na internet, porém não encontrava nada a respeito do assunto. Desta forma o fez pensar que aquela missão era muito estranha. A falta de informações da existência de tal planeta começava deixá-lo aflito, pois poderia ele estar entrando numa jornada desconhecida dos demais cientistas, com relação à existência do planeta Zurian? Quanto à existência deste tal planeta, era desconhecido do mundo científico e astronômico, porém, a quantia em dinheiro que ganharia se aceitasse aquela missão, era muito atrativa. Enquanto andava de um lado para outro, e fumava um cigarro atrás do outro, seus pensamentos se voltavam para a missão que enfrentariam. O que poderiam encontrar lá fora? Por que a NASA guardava tanto segredo da existência deste planeta chamado Zurian, e porque não enviavam cientista e astronautas qualificados? A idéia de perder seu cargo na academia de medicina, da universidade de Ashford, o deixava aterrorizado.
- O que ouve querido? – Indagou sua mulher. – Vejo que algo o incomoda, nestes últimos dias.
- Tenho algo a te contar, querida.
- O que o perturba?
- Recebi uma proposta de trabalho.
- Que ótimo Adam - Aproximou-se e passou o braço sobre seus ombros. Sara era uma esposa dedicada, e carinhosa.
- Um trabalho na Agencia Espacial dos Estados Unidos.
- NASA? –indagou atônita. – E por que esta carinha de preocupado?
- Temo ser algo perigoso – Comentou-o, olhando nos olhos dela. – Querida, talvez vá me ausentar por muito tempo, neste novo trabalho.
Ela não gostou da idéia de que ele se afastasse, dela em seu novo trabalho.
- Neste caso, não deve aceitar.
- Nem por um milhão de dólares?
Ela suspirou, aflita com o que acabara de ouvir.
- Um milhão...?
- Sim. Um milhão de dólares!
- E o que vai fazer pra ganhar esta fortuna?
- Umas viajem para o espaço. Pediram-me para não comentar com ninguém, mas você é minha esposa. Alguém precisa saber deste trabalho, antes que eu aceite. Afinal, vou para o espaço a procura de outro planeta, que ninguém saber de sua existência. Propuseram-me umas recompensas de um milhão de dólares, para fazer uma viajem para outro planeta e não querem que ninguém saiba.
- Parece muito estranho querido. Porque não mandam o pessoal da base aérea? Parece arriscado. Além do mais, quanto tempo vai durar esta viajem?
- Dois a quatro anos.
- Não... Não – Replicou ela emergindo os braços para o alto. – È muito tempo. Você não... Vai aceitar, vai...?
- O que você acha?
Por algum instante os dois ficaram parados, trocando olhares calados. Aquele silêncio, e aquele olhar...
- Vai ser nossa aposentadoria querida. Quatro anos passam rápidos.
- Vou morrer de saudades...
Os dois se abraçaram fortemente, como se aquela fosse a ultima vez que os dois se vissem.
*************** ******* ********************
Os três estavam prontos para dar inicio a viajem espacial, enquanto aguardavam a contagem regressiva. Uma semana de preparação tiveram de enfrentar no complexo da NASA, realizando todos os testes necessários para viajem que duraria cerca de seis anos, viajando pelo espaço na velocidade da luz. O coronel Butler comandaria aquela missão, junto aos três tripulantes, até atingirem a plataforma da nave que estaria no espaço esperando por eles, onde dariam o solto da velocidade da luz. Enquanto aguardavam dentro do foguete, o coronel recebia as ultimas instruções para a viajem:
- Não deveriam mandar um comandante do exercito, junto.
Replicou Paul, olhando pela janelinha do foguete. – Acha que teremos de repartir a grana, com ele?
- O coronel Butler, não fará a viajem com a gente, Paul. – Disse Elizabeth. – Vai nos acompanhar até chegarmos à plataforma no espaço. Não tem lugar, para mais do que três tripulantes na nave.
O coronel entrou no foguete. Olhou para os três, que estavam sentados a vontade como se estivessem em suas casas, ignorando as ordens do comandante.
- Vocês, foram os selecionados?
Olhou para os três da cabeça aos pés.
- Já conhecem as normas? Todos devem colocar-se em suas posições, e por os cintos, e capacetes.
Eles correram para seus lugares, como se estivessem numa aventura, ou safári. A cabine do foguete estava os pilotos e co-pilotos. Na plataforma de cima, estava o repartimento onde abrigaria os três tripulantes para a missão espacial. Estariam confortáveis, com cozinha, camas, lavatórios, era uma cabine para visitantes; o caso não era o deles. Mas, ficariam ali, até dar inicio a viajem.
- Não pensem que estão seguros aqui dentro, quando a nave partir, sentirão a propulsão do jato. Por tanto é melhor que fiquem em seus lugares, e estarão seguros.
- Quanto tempo levará para chegar à órbita, capitão.
- 24 horas – Disse irritado. – E não sou capitão. Sou Coronel!
Saiu fechando a escotilha, descendo para a cabine de controles.
- Ele deveria nos agradecer por aceitar fazer o serviço, que era para ele fazer! – Disse Paul irritado.
- Logo vão saber quem está no comando da missão, Paul. Não se zangue. – Disse Adam Smith. - Afinal, quando voltar-mos desta missão, e por as mãos naquela grana preta, eles vão baixar a cabeça, pra nós.
- Hei pessoal – Disse Elizabeth. – Acho que a contagem regressiva já começou.
O painel eletrônico mostrava a contagem regressiva para o disparo do foguete. Enquanto uma multidão de pessoas assistia ao espetáculo, ali dentro já começavam a sentir a pulsação, dos jatos do motor, tremerem.
- Deus... – Sussurrou Elizabeth, enquanto fechava os olhos. – Não sei se vou agüentar.
- Acalme-se, deve ser igual andar de avião.
- O pior é que nunca andei de avião.
As turbinas do foguete acionam a propulsão explosiva, e em segundos o foguete estava a km, de distancia iniciando a jornada para o espaço. Enquanto a terra ia ficando para trás, aos olhos estremecidos de Elizabeth que olhava pela janelinha. Não conseguia entender como pode aceitar aquela viajem para o espaço?
- Oh... Meu Deus. – Suspirava ela. – Acho que vou morrer.
- Ainda não começamos a nossa jornada para as estrelas. Relaxe.
Embora o pânico tomasse conta dos olhos de Elizabeth, sabia que não tinha mais volta. Sempre sonhara em conhecer o espaço, e agora, estava voado em direção aos céus. E logo estaria dando um salto para a história.
O foguete atingiu o espaço, e logo estava chegando na plataforma da Estação Espacial Voyage, onde pousariam para receber as ultimas instruções da missão Ômega. O Ônibus espacial chegou à plataforma, Espacial, foram recebidos pelos astronautas em exercício. A Estação Espacial Voyage tinha o tamanho de quatro estádios, onde abrigavam dois mil funcionários, que trabalhavam no projeto da missão.
- Bem vindo à missão Omega – Disse um agente da estação, chegando para dar as boas vindas. – Estes são os pioneiros da viajem?
Borrifou os olhos como se não visse humanos por anos. Estavam ali envolvidos naquele projeto secreto da NASA, durante anos, sabe lá quanto tempo não viam uma mulher. Quando os três botaram os pés nas escotilhas da plataforma, centenas de fuzileiros pararam o que estavam fazendo para ver a bela donzela que ali estava. Aquela visão extraordinária de uma bela donzela atiçou os olhos da população em exercício.
- Fico feliz que tenham aceitado a missão. – Disse o homem, que se aproximava de Elizabeth. Tomou sua mão, e segurou-a com delicadeza, e beijou como um bom cavalheiro.
- Não se incomodem pelos meus homens – Disse por final.
- Eles estão aqui á muito tempo, sem ver o mundo lá de baixo.
- Eu, compreendo. A propósito... - Disse Elizabeth. – Como fazem para tomar banho aqui em cima?
- Termos reservatórios de água. Esta vendo, aqueles tanques lá?
- Sim. Mas é incrível, o que fizeram aqui em cima! – Disse ela atônita olhando para os tanques de reservas de águas.
- A água é reaproveitada e filtrada, em seu uso. Não temos o luxo de trazer água toda hora lá de baixo. Por esta razão, temos reservatório que filtram de um tanque para outro. Nada se perde aqui em cima.
- Acredito que deve ter custado uma fortuna, pra construir tudo isso aqui?
Observou Paul, surpreso.
- Com o dinheiro do povo, é claro. – Afirmou Adam Smith.
- Acredito que queira tomar um banho, e descalçar um pouco nos seus alojamentos. Amanha conhecerão os processos da viajem.
O tempo não é o mesmo quando se está no espaço, e num curto período de espaço tempo, eles já de volta para receber as instruções finais da missão rumo ao planeta Zurian. A rede de comunicação da estação estava ligada, e as comunicações eram constantes com a NASA. Enquanto, os três se preparavam para dar inicio ao salto no espaço, entram numa escotilha global, onde receberam uma radiação de luzes infravermelha, que imantariam suas roupas, para viajem. Depois recebem uma pastilha para adormecerem durante o período em que estavam viajando pela aceleração do salto, no hiper-espaço.
- È muito importante que tenham conhecimento dos fatos psicológicos que o salto, pode causar nos viajantes do espaço. Esta pílula fará com que vocês, adormeçam nos primeiros impulsos da viajem. A nave que conduzirá vocês sofrerá três impulsos de aceleração. Os impulsos, não são como os movimentos que estão acostumados em carros comuns. Cada impulso que percorrerão, pelo espaço, equivalerá a um empurrão, para “Ano Luz”. Ou seja: um empurrão de um ano numa velocidade de trezentas milhas por segundo. O segundo impulso luz fará com que a nave entre numa depressão espaço tempo, onde o tempo para completamente para vocês, viajantes. E no terceiro movimento, entrarão, no novo universo. O destino de vocês é chegar ao terceiro planeta, situado no Universo paralelo ao nosso. Agora, tomem esta pílula, Ela leva trinta minutos para fazer o efeito.
O Comandante prossegue com as instruções, e depois, os leva a estação onde estava à nave luz que os conduziria ao outro universo.
- Eis, o brinquedinho de vocês.
O que estava à frente de seus olhos não tinha qualquer aparência de nave. Apenas uma bola cintilante que girava numa velocidade incrível, emitia pequenas saliências elétricas ao redor. Estava suspensa a uma plataforma.
- Como vamos entrar nesta coisa? – Comentou Elizabeth.
- Este é nosso segredinho. Não existe um projeto deste tipo na terra. E por esta razão, o fizemos aqui no espaço, pois sua radiação causaria uma catástrofe na matéria. Aqui, estamos seguros pelas plataformas de Titânio. Como sabem, a viajem é feito atreves da luz. Por esta razão, uma nave, só poderia suportar a pressão do espaço se fosse feita de um material especial, da própria antimateria da luz. Assim, quando ela está em movimento, ela é completamente energia. Mas, quando parada... Ela esfria, e se torna matéria.
Quando a nave cessa os movimentos, ela assume a forma oval de um disco metálico. Tinha superfície lisa e toda revestida por um material desconhecido ainda na tabela periódica dos elementos.
- Entretanto, há um, porém. Não podemos segurá-la neste estado de matéria por muito tempo. Por alguma razão desconhecida, ela volta a se movimentar, e torna-se energia pura. E aí, é que vocês entram. Vocês têm trinta segundos para entrar na nave, antes que ela volte a sua forma de luz.
- E quando estivermos lá dentro, o que ocorre?
- Estarão protegidos pelo campo gravitacional da nave. Ela tem inteligência própria, isto é: A nave possui uma espécie de inteligência computadorizada. Ou seja: os computadores instalados são de gerações moleculares. Toda superfície da nave, paredes internas e externas, bem como os mecanismos desta nave, são de computadores moleculares. Estarão dentro de uma maquina viva, senhores.
- Tudo pronto, senhor.
Disse um oficial, enquanto os computadores sincronizavam as turbinas do disco cintilante de luz, que parou de girar. Enquanto o disco oval esfriava, e ganhava forma material, uma plataforma se eleva até a escotilha do disco, e os três entram, na nave rapidamente. Mesmo antes que ela se fechasse e iniciasse o ciclo de energia molecular, a estranha figura do coronel Butler, saltou para dentro. Após trinta segundos, a nave é envolvida pelo circulo de energia de prótons, e a fez girar rapidamente, tomando forma elíptica de um disco de luz.
A contagem começa, e então o comandante da missão, ordena que de inicie a aceleração do salto de luz para o hiperespaço. Os computadores registram a velocidade crescente da aceleração do disco que em segundos atingiu 250 mil km por segundos, e depois saltou num piscar de olhos para 300 mil, sumindo do visor das telas e radares da estação.
- Conseguimos?
Disse o comandante eufórico, enquanto os indicadores dos radares registravam o deslocamento da nave no espaço.
- Perdemos – Disse o oficial que trabalhava nos comandos. – A Nave sumiu.
- Como, sumiu?
- Sumiu dos registros do radar.
- O que aconteceu? Não podemos perdê-los de vista. Tente localiza-los.
- Estou fazendo... Espere. Olhem. Aqui está, encontramos. Incrível! Já atravessou o nosso Sistema, e está a caminho de Andrômeda.
Houve uma euforia por partes de todos os que trabalhavam nas salas dos computadores, pois tinham conseguido dar um salto na história da humanidade.
A viagem estava apenas começando, pelos confins do espaço desconhecido. O período de tempo que teriam de percorrer, não era o mesmo de quem ficava na terra. A Nave Luz Iria sofrer um período que a ciência chamava de salto no tempo espaço. E por esta razão, o Coronel Butler estava ali para chefiar a viagem.
- Senhores – Disse ele – Vão entrar na câmera de espera, onde aproximadamente dez minutos, entraremos em hibernação.
Todos entram na cabine de hibernação, onde repousariam durante todo o período de viagem.
- Vamos dormir o tempo todo da viagem? – Comentou Elizabeth antes de fechar a cápsula de vidro.
- Ouviu o que o comandante disse. Precisamos dormir, para não sofrer alterações. – Disse o Coronel Butler, entrando em seguida na cápsula de vidro. Enquanto todos se acomodavam em seus lugares, Paul esperou que todos deitassem na cápsula, para logo após entrar em seu lugar. O oxigênio da cápsula foi ligado automaticamente pelo computador, que assumiu lugar agora que todos estavam dormindo. O painel ilustrativo da nave indicava o primeiro salto que a nave sofreria em trinta segundos. Então, de repente um ruído dissipou o silencio, das cabines. A escotilha se abre, e Paul sai sorrateiramente de sua cápsula, enquanto todos estavam dormindo. O painel do computador de bordo anunciou o primeiro salto do tempo. Ele olhou para seus colegas que estavam na cápsula de hibernação, e disse:
– Não acharam que eu iria perder o espetáculo da viagem, acharam?
Eles podiam dormir o tempo todo e seguir algumas regras imbecis enquanto perdiam um dos espetáculos maravilhoso, que nenhum homem sentiu antes. Agora estava a um passo de descobrir um dos mistérios que mistificaram a ciência de todos os tempos, e não gastaria seu tempo dormindo.
As coisas estavam distorcendo. E então, teve um ataque de nervos, enquanto sua pele dançava em ondas com se fosse água. Viu seu corpo começando a se deslocar como se fosse uma geléia, vagando pelo espaço ao redor. Tentava voltar para a cápsula de vidro, e suas pernas eram mole como borracha. Suas mãos estavam esticadas, e seu rosto caiu no chão. O computador anunciava que o primeiro salto do hiper-espaço duraria um minuto e trinta segundos. Enquanto estava naquele estado de decomposição, seus gritos não passavam de sua cabeça, enquanto seus amigos dormiam tranquilamente, dentro da cápsula. Ele arrependeu-se amargamente, por não ter tomado a pílula.
O computador anunciou o fim do primeiro salto, e começou a contagem para o segundo grande salto no tempo espaço. E desta vez, Paul sofreria as conseqüências da viagem mais uma vez. Seu corpo voltava a tomar forma novamente, e novamente sente os efeitos da viagem. Desta vez, viu as coisas ao seu redor sumirem. Estava sozinho no compartimento vazio. Milhares de vozes vinham de todos os lados em sua mente. Tinha um turbilhão de luzes vindo em sua direção. Sentiu os seus pés flutuarem, para o espaço, e de repente estava fora da nave, voando para estrelas que estavam ao alcance de suas mãos. O cosmos surgiu diante de seus olhos. As imagens vinham e se iam diante de seus olhos com fumaça, até surgir alguém. Sim, era seu pai que estava ali em sua frente. Sentiu-se novamente como se fosse um menino. E realmente era apenas um menino, agora. Tinha apenas seis anos de idade.
- Papai. Por que foi embora?
- Estou aqui, meu filho.
- Mas, você foi embora, quando eu tinha seis anos. Olhe para mim. Meu corpo é de um garoto, mas eu sei que não sou eu.
- O que vê a sua frente. Acha que não sou eu, Paul?
- Sim... È o senhor. È meu pai.
- Tudo o que vê agora, você vive apenas em sua mente, filho. È o lugar onde vivo sempre.
- Mas não entendo. Eu estou vendo o senhor. Posso tocá-lo. Como vim parar aqui?
Quando ele diz estas palavras, um novo cenário o envolve. E mais outro surgia, quando se movia para um lado. Cada movimenta que fazia, uma nova cena surgia de seu passado. Compreendeu que podia mover ou criar o passado que quisesse. Tudo poderia voltar a viver naquele universo em que se encontrava. Era como se estivesse no controle de tudo. Pode reviver, diante de seus olhos, quase todos os momentos de sua vida. E até o momento em que começou aquela viagem. Pode reviver os passos que deram inicio aquela missão, e viu como os responsáveis pela missão estavam tramando aquela viagem sem volta, para eles.
Num piscar de olhos se viu novamente na sala da cabine da nave, onde seus amigos que estavam dormindo. “Meu Deus.” Pensou ele enquanto sentia o novo impulso de luz de movimento da Nave que se deslocava pelo tempo, seguindo seu curso rumo ao planeta Zurian. Quanto tempo levaria ainda aquela experiência? Dizia ele olhando para o universo que se movia em riscos de luz, que passava diante seus olhos. Ele sabia que alguma coisa estranha estava ocorrendo em seu interior, e a sentia em manifestação ao redor. Não sabia ao certo em que realidade as coisas aconteciam. Tudo acontecia muito rápido, e sua mente não conseguia assimilar as coisas. Mas, por fim a viajem teve seu fim. Quando sob uma luz suave que surgiu no painel do mostrador do tempo, na tela do computador, ele suspirou aliviado, quando viu a primeira imagem turva do cenário que se descortinava ao longínquo. Um alegre semblante aliviou seus lábios, quando podia ver as primeiras imagens, do que parecia ser um planeta, surgir a frente. Correu para alertar seus amigos, batendo sobre a cúpula em que adormeciam. Depois, desligou o gás que os controlava o sono na cúpula de vidro em que eles se encontravam, e então um a um pode retornar de seus sonos, lentamente retornando a vida.
- Hei... – Disse ele abrindo o compartimento da cúpula. – Ora de acordar. Chegamos.
- O que...
A luz feriu as vistas de Elizabeth, que se queixou num espreguiçar eterno-... Gamos?
- Você disse que já chegamos?
- Veja! – Mostrou com entusiasmo, a imagem da tela do computador, que se assemelhava a uma janela, na parede na nave. - Daqui a algumas horas estaremos chegando ao nosso destino.
Os outros logo acordam, e se aproximam para ver o fabuloso mundo que se descortinava, a km.
- Quanto tempo, acha que levará pra atingirmos a superfície do planeta, Coronel?
- Aproximadamente duas horas. Mas como acordou primeiro? A cúpula de hibernação estava programada para despertar as três. E agora são quinze para as três?
- Eu, não preguei no sono a viagem toda – Suas palavras causam um suspense entre eles que finalizou. – Acho que a pílula não fez o efeito, em mim.
- Vou escrever isso no relatório. – Disse o coronel, caminhando para o painel de visualização do computador. – Atenção, estação central. Chamando! Aqui é a Ômega, falando. Está na escuta?
“Aqui é a Estação Central Ômega.”
Disse a voz pelo rádio, muito fraco. As ondas chegavam numa freqüência, em deslize.
“Estamos na escuta, e aguardando sinal.” Qual a posição.
- Já estamos chegando ao destino, final. Fizemos uma viajem tranqüilas, até agora. Cambio? Restam poucas horas para pousar na superfície, de Zurian.
“Qual é a posição, de viagem?”
- Trinta e seis graus. Propulsão de impulso estimável, há quatro anos luz, finalizando, o terceiro grau do tempo. Estamos registrando falha nos mostradores, do tempo. Qual é a distancia percorrida daí da terra, agora?
Um silêncio percorria a cada impasse durante a transmissão.
- Alô! Estação Central. Está na escuta?
Não ouve resposta. A cada passo que a visão do planeta ia crescendo na tela, o sinal de transferência da radio, ia se perdendo.
- Não adianta. – Disse Paul Douglas. – Não há sinal mais do radio.
- Estamos sem contato com A Estação Central. O que faremos, agora? – Indagou Adam Smith.
- Calma – Disse o Coronel, que checava os sinais de interferência da radio. Quando se deparou com algo chocante nos demonstradores do registro de bordo. – Preparem-se para uma nova descoberta senhores.
Disse olhando para eles, com um olhar congelado.
- O que foi? Perdemos contato com a Base, e estamos perdidos aqui nos confins do espaço? – Acrescentou Elizabeth.
- Pior que isso – Disse ele voltando-se para os botões dos computadores de bordo. Checava mais uma vez, os registros, para confirmar suas suspeitas. – Os registros do computador, não localizam a existência de qualquer planeta, além, deste sistema.
- O que quer dizer? – Indagou Adam, nervoso.
- È como se nunca existisse, nosso planeta. Tudo foi apagado do sistema em segundos.
- Deve ser por causa da radiação do terceiro planeta que se aproxima. – disse Paul Smith. – Eu, tenho uma confissão a fazer. Não tomei a pílula, como vocês.
Eles olharam para ele, com uma cara de espanto.
- Eu, já devia suspeitar. – Retrucou o coronel. O Computador não desligaria antes da hora.
- Sim, eu fiz de propósito, mas convenhamos. Não podia perder o êxtase desta viajem pelo espaço. Imaginem as experiências que deixaria de experimentar, só porque a sala de controle mandou que dormisse, durante a viajem toda.
- Seu idiota! Sabe que poderia ter matado a todos, com essa sua ignorância? Talvez tenha conseguido alterar alguns processos no tempo espaço. Veja o que aconteceu? Estamos perdidos aqui nos confins deste mundo, sem contato com a Estação Central. Sabe o que isso significa?
- Ora, não pode culpar, ele, só porque não seguiu as regras. – Acrescentou Elizabeth.
- Não é somente regra, senhorita, Elizabeth. – È um jogo. Esta nave está se deslocando no tempo, e qualquer mudança nas regras, como diz, pode mudar nosso destino, para sempre.
- Ele tem razão – Terminou Paul – Minha intolerância pode ter causando alguma mudança, no tempo, mesmo. Eu pude ver isso com meus próprios olhos.
- O que você viu...?
- Conte-nos – Disse o coronel. – Talvez possa reverter a situação?
- Está bem...
Disse, quando de repente um estrondo na nave os derrubou todos ao chão. A nave começou a trepidar rapidamente, quando entrou na superfície do novo planeta.
- O que está acontecendo?
Gritou Elizabeth, curvando-se sua cabeça ao chão.
- Estamos entrando na superfície de Zurian. – Disse o capitão.
- A nave perdeu controle.
- Vamos cair...?
A visão da tela podia ver as nuvens densas que se descortinava, em meio a um clarão, enevoado, do planeta em que acabavam de penetrar. A nave descia rapidamente, como uma tocha de fogo brilhante pelo espaço do novo planeta desconhecido, quando atingiu a sua superfície. Estavam finalmente no novo planeta, chamado Zurian, e tinham um problema. A nave estava descontrolada, e caia desgovernada, em direção a sua superfície. O que parecia ser algo misterioso e deslindável, agora estava derradeiramente se descoortiando para uma desventura.
Tinham de se manter acordados e vivos, para o que por ventura podia acorrer nos próximos minutos de suas vidas. A atmosfera do planeta era densa, e muito fria, e com isso causou-lhes um estado de choque, em seus corpos. Estavam impossibilitados, de controlar o vou da nave. Tinham de contar apenas com os controles automáticos do vôo, que também estavam falhando.
Enquanto a nave desgovernada atingia a superfície do planeta, as primeiras crateras rochosas começavam a aparecer, e em poucos segundos, sua nave, já cortava as imensas folhagens e arbustos silvestres do solo, que num clarão deixado pela bola de luz da nave, atingiu o solo rochoso do planeta, Zurian.
A nave finalmente parou em meio às plantas silvestres que a envolveram amortecendo a sua queda, devido às imensas folhagens que se estendiam por tudo. Por algumas horas, a nave ficou imóvel, em seu estado congelado. A superfície do planeta era muito baixa, e uma crosta de gelo se formou ao redor da cúpula da nave, envolvendo-a completamente. Sua energia de luz variante estava congelada, E isso fez com que a nave se materializasse, dando um clima normal dentro da nave. Seus corpos estavam espalhados ao chão. O clima exterior de fora, não afetava li dentro, por causa da variante radiação que envolvia a sua cúpula. Estavam protegidos ali dentro por quanto tempo fosse necessário, pois a nave foi criada para sustentar sua energia para sempre.
Horas teriam se passado, dias talvez, Quem sabe. Os mostradores do tempo tinham parado, e não se sabia quanto tempo tinha passado desde o momento em que a nave caiu na superfície daquele planeta.
- Vocês estão bem? – Perguntou Paul, quando examinava cada um deles.
- O que aconteceu? – Indagou Elizabeth, ainda meio zonza.
- A nave parou. Acho que estamos na superfície do planeta.
- Quanto tempo está desacordado? – Perguntou o coronel.
- Não sabemos. – Disse Paul. – Os marcadores do registro da nave pararam.
O coronel examinou os registros. Olhou em seu relógio, estava parado.
- Por que a nave não registra o tempo? Ainda temos energia. Mas, por alguma razão, o relógio parou.
- O que há lá fora?
Disse Adam quando caminhava para a escotilha. Tentou abri-la, mas estava emperrada.
- Droga! Estamos presos aqui!
- A escotilha só abre quando a nave esfria.